Viajante Sem Mala e o Mundo das Idéias

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Fonte: http://www.google.com

Olá Pessoal!

Eu sei que eu já comecei outros posts assim, mas não tenho como evitar: estava cozinhando este post na minha cabeça a muito tempo e agora decidi escrever. Por isso, senta que lá vem história 🙂

“NY é a cidade das oportunidades!”. Quem nunca ouviu essa frase?! Parece que tudo acontece aqui e já ouvi e li muita coisa relacionada a esse assunto. Aqui, você pode estar andando com o seu cachorro e esbarrar no seu futuro chefe, pode conhecer sua futura namorada numa fila, etc. Não que essas coisas não aconteçam em outros lugares do mundo, mas aqui parece que a probabilidade é maior 😉

Essa é uma das cidades mais amadas do mundo. Tô mentindo?! Claro que sempre tem alguém que não gosta, mas a grande maioria AMA. É a cidade que não dorme e onde as oportunidades acontecem.

Por que será que eu estou escrevendo tudo isso?

Estou escrevendo isso tudo porque recebemos um convite muito bacana para participar de um projeto (ainda não podemos contar mais detalhes, mas vocês em breve saberão). E a idéia do projeto está baseada em IDÉIAS.

Sei que o texto está parecendo meio confuso, mas é isso mesmo! Aqui existem pessoas que são pagas só para ter idéias e escrever sobre elas. Sei que no Brasil deve ter isso também, mas aqui, eu sinto que as coisas rolam de uma forma diferente.

Ontem , durante uma reunião, surgiu o comentário do conceito de AMBIÇÃO, que segundo esse dicionário aqui (http://www.dicio.com.br/ambicao) possui dois conceitos (que a meu ver são bem distintos): um relacionado a cobiça (algo mais negativo) e outro relacionado a obstinação (algo mais positivo). Posso estar errada, mas eu acredito que nós brasileiros olhamos para essa palavra no seu sentido mais negativo: “fulano é tão ambicioso que sai atropelando qualquer um que possa atrapalhar os seus planos”. Aqui, é exatamente o oposto: PESSOAS AMBICIOSAS SÃO BEM-VINDAS. Isso aqui significa que você tem metas e que está buscando vencer na vida.

Se você tem o sonho de crescer profissionalmente, aqui é o lugar. Claro que a sorte ajuda muito – tipo você estar no lugar certo e na hora certa – mas, tenho visto muitos brasileiros crescerem e prosperarem aqui com trabalho árduo, mas que é recompensado no futuro 😉

Uma coisa que eu sempre falo para as pessoas que pensam em se mudar para os EUA: você precisa aprender a pensar como americano. Com isso, não estou querendo dizer que você deva esquecer das suas origens e de sua identidade: de jeito nenhum…pois é isso que irá diferenciar você dos demais e o diferente aqui é sempre WELCOME 🙂 Sabe a história que todo professor de inglês fala: “você precisa aprender a pensar em inglês e não ficar traduzindo do português para o inglês”? É mais ou menos por aí. Uma vez que você aprenda isso, você será poupado de muito estresse e decepção.

O texto ficou um pouco confuso, não é? Hoje estou ainda no processo de brainstorm e isso é reflexo dele…rs. Prometo que os próximos posts serão mais coerentes 🙂

Por fim, o que eu quero dizer é: seja AMBICIOSO, ponha as suas idéias em prática e, com certeza, você irá prosperar na vida 😉

Que fique bem claro que essa é a leitura que EU FAÇO a partir da MINHA experiência aqui em NY.

Esse assunto ainda será explorado em mais alguns posts, mas por hoje é só, pepessoal 🙂

Bed Bugs – Algumas Considerações Sobre o Tema

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Fonte: http://www.theguardian.com

Olá Pessoal!

Li essa semana, em um grupo do facebook, o comentário de uma brasileira que vive em NY e está enfrentando problemas com os bed bugs em seu apartamento. Ela estava muito chateada, pois teria que jogar seu colchão praticamente novo no lixo e, talvez, dependendo do nível de infestação, precisaria se mudar do seu apartamento. Como eu sei que muita gente desconhece o assunto, decidi repostar em minha página no facebook (www.facebook.com/viajantesemmala) o post que eu escrevi no ano passado sobre tal assunto e tivemos muitos acessos. Para quem não leu o post ao qual me refiro, é só acessar o link:

https://viajantesemmala.wordpress.com/2014/03/07/bed-bugs-o-percevejo-bom-de-cama/

Uma das primeiras coisas que avisamos aos hóspedes no momento do check in é sobre os bed bugs e reforçamos o pedido para que não sentem na cama com roupa de rua, não coloquem sua mala em cima dela, bem como qualquer coisa que tenha vindo da rua (bolsas, sacolas, compras, etc). Tem gente que acha ruim e até já foi grossa comigo dizendo: “é só uma coisa e é só um minuto”. Outros, mais educados, agradecem o aviso e não se incomodam de serem lembrados de tal fato: afinal, muitas pessoas não possuem esse hábito proposto pela gente. Já teve gente que chegou a sair daqui e passar direto na farmácia para comprar “repelente para evitar os bed bugs” 🙂

O que infelizmente muita gente não entende é que basta UM MINUTINHO e UM BED BUG para que o inferno comece 😦 e o pior é que caso haja uma infestação deles, teremos que jogar móveis e roupas fora. E esse é um tipo de experiência que nós não gostaríamos de ter (e eu sempre espero que nem o hóspede). Em 7 anos de NY, nunca pegamos bed bugs em nosso apartamento (batendo na madeira três vezes…rs).

Enfim, não é paranóia (tá bom, às vezes parece que é), mas sim precaução para evitar um pesadelo. Além dos bens materiais, ainda tem a questão de que as mordidas deles são doloridas e, não raro, levam as pessoas ao hospital.

Portanto, todo cuidado é pouco!!!

Sei que tem gente que fica hospedada aqui em casa e, depois leva esses hábitos de higiene para a sua casa. Eu fico muito feliz por isso. Se você pensar bem, é nojento você sentar com roupa de rua na cama cheirosa e limpinha. Imagine os lugares por onde você sentou e, pense que, ao sentar com essa roupa na sua cama, você está deixando um pouquinho da sujeira de onde você passou. Eca!!!!

Para finalizar este post, gostaria de deixar aqui a transcrição de um comentário que foi postado em nosso perfil do facebook, no dia 31 de julho de 2014, por uma ex-hóspede nossa e amiga Lívia Simone sobre o assunto BED BUGS.

“Hoje li que uma amiga pegou bed bug na semana do treinamento em um hotel de Nova Iorque e levou os bichinhos pra casa da Host Family. Lembrei de você porque só conheci esse problema depois que você falou sobre ele na sua página. Vale a pena atualizar porque muita gente que vem do Brasil nem sabe que isso existe. Eu mesma fiquei traumatizada depois q li kkkkk minha colega disse q a host gastou mil dólares pra um rapaz dedetizar o quarto dela mesmo assim ainda tem bicho, a casa fede a veneno e todas as roupas que ela trouxe estão em um saco plástico (fechadas) e deverão ser lavadas em alta temperatura, bem como devem ir pra secadora em alta temperatura também. Ela me contou que os bichos mordem ela e que é uma dor muito chata, fora que está com o corpo marcado das picadas. Sério, todos que vão a NY devem ter muito cuidado com isso! Tomar banho assim que chegar da rua, não sentar com a roupa suja na cama, quarto…”.

Esse bichinho não ataca apenas em NY, mas é comum também em Miami e Orlando (locais muito visitados por brasileiros).

Alguém mais já passou por essa experiência ou conhecem alguém que já tenha passado? Fiquem à vontade para deixar seu comentário aqui.

Vejo vocês na próxima 😉

Importantes Decisões para 2015

Olá Pessoal!

Este post será um pouco diferente dos posts que venho escrevendo aqui no blog.

Na verdade, este post está sendo escrito com o intuito de compartilhar com vocês um pouquinho do que está acontecendo com a gente aqui e, também dividir algumas novidades 🙂

Depois de muito pensar e pensar sobre a questão de continuar ou não em NY, acabamos optando por FICAR AQUI (pelo menos até fevereiro de 2016). Tem gente que já escuta essa história de mudança de NY há pelo menos uns 3 anos. E realmente tem sido assim: sempre ficamos nessa se vamos ou não continuar aqui. Mas por que de tanta incerteza?

O principal motivo é a nossa situação imigratória no qual só o Uka tem autorização para trabalhar e eu (Cris) não. Combinado a isso, o aluguel aqui é SUPER CARO e, não é raro termos de tirar dinheiro da poupança para completar os pagamentos do mês. Com isso, não consigo planejar férias, nem compra de carro e nem NADA que exija uma certa estabilidade financeira. Já estamos vivemos há um bom tempo nessa situação de não sabermos se teremos dinheiro para pagar as contas do mês seguinte e isso para mim é uma baita fonte de estresse. Não temos luxo aqui: não saimos para badalar, dividimos um celular (é uma ginástica isso), não temos tv a cabo e somos muito econômicos. Besteira aqui em casa só quando tem promoção ou pegamos cupom 🙂 Não acho que este tipo de vida seja saudável para ninguém 😦

Este ano de 2015 tem muita coisa acontecendo para a gente: no fim do ano, é época de renovar o visto do Uka. Queremos muito dar entrada no green card, mas os custos seriam de 10 mil dólares e esse é um dinheiro que NÃO TEMOS. Claro que ainda muita água vai rolar até setembro (que é quando deveríamos entrar com o processo de renovação do visto), mas por enquanto é isso o que temos.

Caso saiamos de NY, teremos que começar do zero novamente e isso é muito oneroso (psicologicamente e financeiramente falando). Junto a isso, estou com um problema de saúde e visitando um monte de especialistas para descobrir o que eu tenho.

No campo profissional, Uka está pegando mais gigs e seu nome está ficando mais conhecido no meio. Para mim, além do estágio, também estou fazendo meu nome como psicóloga e as recomendações do serviço estão rendendo 😉 Eu não teria o menor problema de continuar com as pacientes do Brasil via skype, mas as daqui já seria mais complicado.

Não podemos esquecer também do aluguel do quarto e do serviço de amiga de aluguel, que são duas atividades que nos ajudam (E MUITO) com as despesas.

Lukinha esse ano começará na escola e esse é um outro fator que pesa na hora de tomar uma decisão de mudança.

Enfim, agora que temos a certeza que ficaremos aqui mais este ano, estamos entrando em contato com aquelas pessoas que estavam interessadas nos nossos serviços e, só aguardando uma resposta.

Tenho certeza que a nossa decisão afeta não apenas a nossa vida, mas também a vida daquelas pessoas que estavam planejando ficar aqui em casa 😉

Para reservar qualquer um dos nossos serviços, é só mandar mensagem para a gente (viajantesemmala@gmail.com).

Gostaria de agradecer a todos pela preferência e PACIÊNCIA 🙂 Também agradecer aos amigos reais e virtuais que estão sempre nos recomendando aos amigos e nos grupos do facebook. MUITO OBRIGADA!!!!

Não deixem de continuar mandando boas vibes 😉

E claro, não poderia fechar o post sem postar uma foto da pessoinha mais importante da nossa vida e que nos ajuda sempre na tomada de decisão de cada passo que damos: o nosso super herói LUKINHA 🙂

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Calendário de Shows em Nova York e Região – Edição Especial

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Olá Pessoal!

Eu não sei de vocês, mas eu adora música! Quando era mais novinha, costumava passar hoooooras com o fone de ouvindo ouvindo aquelas músicas que, já na minha época, eram antigas 🙂

Aqui em Nova York, já tive oportunidade de assistir alguns shows de gente “das antigas” e A-D-O-R-E-I!!! Hoje eu estava dando uma olhadinha em alguns shows lá na página do ticketmaster (www.ticketmaster.com) e dei de cara com algumas destas “pérolas” 🙂 Fiz uma lista de artistas e coloquei a data e local de onde eles farão show. Alguns locais não são tãoooo perto, mas dá para ir de trem/ônibus/carro 🙂 Do lado de cada nome, eu coloquei o link de uma música conhecida, assim fica mais fácil associar a música ao artista. Vamos então para as devidas apresentações 😉

BARRY MANILOW

* DATA DO SHOW: 17 de junho de 2015

LOCAL: Barclays Center, Brooklyn, NY               HORA: 19:30

 

PAUL ANKA

* DATA DO SHOW: 24 de abril de 2015

LOCAL: The Fox Theater at Foxwoods Resort Casino Mashantucket, CT            HORA: 20:00

DATA DO SHOW: 4 de novembro de 2015

LOCAL: State TheatreNew Brunswick, NJ                 HORA: 20:00

NEIL DIAMOND

* DATA DO SHOW: dia 13 de março e dia 28 de março de 2015

LOCAL: Mohegan Sun ArenaUncasville, CT                     HORA: 20:00

*DATA DO SHOW: 26 de março de 2015

LOCAL: Barclays CenterBrooklyn, NY                               HORA: 20:00

 

SPANDAU BALLET

* DATA DO SHOW: 2 de maio de 2015

LOCAL: Beacon TheatreNew York, NY                       HORA: 20:00

PETER CETERA 

* DATA DO SHOW: 13 de junho de 2015

LOCAL: NYCB Theatre at WestburyWestbury, NY                  HORA: 20:00

AIR SUPPLY

* DATA DO SHOW: 13 de junho de 2015

LOCAL: Town Hall Theatre – NY – New York, NY                  HORA: 20:00

DATA DO SHOW: 8 de agosto de 2015

LOCAL: NYCB Theatre at Westbury – Westbury, NY                        HORA: 20:00

BILLY JOEL

DATA DOS SHOWS: 9 de março, 3 de abril, 28 de maio, 20 de junho, 1 de julho, 20 de agosto, 25 de setembro, 21 de outubro, 19 de novembro, 17 de dezembro (todas as datas em 2015)

LOCAL: Madison Square GardenNew York, NY               HORA: 20:00

 

THE WHO

DATA DO SHOW: 26 de maio de 2015

LOCAL: Barclays CenterBrooklyn, NY          HORA: 19:30

DATA DO SHOW: 30 de maio de 2015

LOCAL: Forest Hills StadiumForest Hills , NY            HORA: 19:30

* DATA DO SHOW: 27 de outubro de 2015

LOCAL: Madison Square GardenNew York, NY           HORA: 19:30

 

DEF LEPPARD

* DATA DO SHOW: 5 de julho de 2015

LOCAL: Mohegan Sun ArenaUncasville, CT       HORA: 19:00

* DATA DO SHOW: 11 de julho de 2015

LOCAL: Bethel Woods Center for the ArtsBethel, NY           HORA: 19:00

* DATA DO SHOW: 23 de julho de 2015

LOCAL: Nikon at Jones Beach TheaterWantagh, NY           HORA: 19:00

* DATA DO SHOW: 24 de julho de 2015

LOCAL: Saratoga Performing Arts CenterSaratoga Springs, NY         HORA: 19:00

* DATA DO SHOW: 25 de julho de 2015

LOCAL: PNC Bank Arts CenterHolmdel, NJ                     HORA: 19:00

AC/DC

DATA DO SHOW: 26 de agosto de 2015

LOCAL: MetLife StadiumEast Rutherford, NJ                     HORA: 19:30

RUSH

* DATA DO SHOW: 27 de junho de 2015

LOCAL: Prudential CenterNewark, NJ                                  HORA: 19:30

* DATA DO SHOW: 29 de junho de 2015

LOCAL: Madison Square GardenNew York, NY                  HORA: 20:00

 

FOREIGNER & KID ROCK

* DATA DO SHOW: 30 de junho de 2015

LOCAL: PNC Bank Arts Center – Holmdel, NJ         HORA: 20:00

* DATA DO SHOW:  2 de julho de 2015

LOCAL: Saratoga Performing Arts Center – Saratoga Springs, NY     HORA: 20:00

* DATA DO SHOW: 3 de julho de 2015

LOCAL: Bethel Woods Center For The Arts – Bethel, NY            HORA: 20:00

* DATA DO SHOW: 7 de julho de 2015

LOCAL: Susquehanna Bank Center – Camden, NJ        HORA: 20:00

 

SUZANNE VEGA

* DATA DO SHOW: 15 de abril de 2015

LOCAL: Levoy Theater, MillvilleNJ                              HORA: 20:00

B-52s

* DATA DO SHOW: 21 de maio de 2015

LOCAL: Irving Plaza (Formerly The Fillmore) – New York, NY          HORA: 20:00

* DATA DO SHOW: 22 de maio de 2015

LOCAL: Wellmont Theatre – Montclair, NJ                                          HORA: 20:00

* DATA DO SHOW: 6 de junho de 2015

LOCAL: Bergen Performing Arts Center – Englewood, NJ                 HORA: 20:00

 

U2

Assim como a Madonna, essa banda dispensa apresentações, mas para não deixar o espaço em branco, decidi colocar uma das músicas mais conhecidas da banda.

* DATA DO SHOW: 18, 19, 22, 23, 26, 27 e 30 de julho de 2015

LOCAL: Madison Square GardenNew York, NY                   HORA: 20:00

 

STEVIE WONDER

* DATA DO SHOW: 12 de abril de 2015

LOCAL: Barclays CenterBrooklyn, NY                                     HORA: 20:00

* DATA DO SHOW: 14 de abril de 2015

LOCAL: Prudential CenterNewark, NJ                                    HORA: 20:00

 

NEW KIDS ON THE BLOCK (com TLC e NELLY)

* DATA DO SHOW: 12 de junho de 2015

LOCAL: Mohegan Sun ArenaUncasville, CT                         HORA: 19:00

* DATA DO SHOW: 20 de junho de 2015

LOCAL: Nassau ColiseumUniondale, NY                               HORA: 19:00

* DATA DO SHOW: 21 e 22 de junho de 2015

LOCAL: Madison Square GardenNew York, NY                   HORA: 20:00

 

RICKY MARTIN

Ele é o que faz mais sucesso dos MENUDOS, então decidi incluir na lista 😉

* DATA DO SHOW: 8 de outubro de 2015

LOCAL: Madison Square Garden, New York           HORA: 20:00

 

BJORK

Não é muito das antigas, mas decidi incluir, pois conheço muitos fãs dela 😉

* DATA DO SHOW: 25 e 28 de março de 2015

LOCAL: City Center, New York                                  HORA: 20:00

 

BB KING

* DATA DO SHOW: 21 e 28 de abril de 2015

LOCAL: BB King Blues Club and Grill N…, New York             HORA: 20:00

BRYAN ADAMS

* DATA DO SHOW: 22 de junho de 2015

LOCAL: Beacon Theatre, New York                                          HORA: 20:00

MADONNA

Essa dispensa apresentações, mas ainda assim decidi colocar uma música dela que eu adoro.

* DATA DO SHOW: 16 de setembro de 2015

LOCAL: Madison Square Garden, New York, NY                   HORA: 20:00

* DATA DO SHOW: 19 de setembro de 2015

LOCAL: Barclays Center, Brooklyn, NY                                   HORA: 20:00

CINDY LAUPER

Ela fará mais shows aqui em NY (pelo menos mais 4, mas estão todos com ingressos esgotados 🙂 )

* DATA DO SHOW: 9 de maio de 2015

LOCAL: Barclays Center, Brooklyn, NY     HORA: 20:00

* DATA DO SHOW: 7 de julho de 2015

LOCAL: NJPAC, Newark, NJ                          HORA: 20:00

Nossa, foi tão bom escrever esse post. Tive que pesquisar as músicas no youtube e foi muito bom relembrá-las. Agora deu vontade de ir em todos os shows…rs

Por favor, quem tiver algum artista ou alguma data para incluir aqui, por favor, deixe um comentário no post que eu terei o maior prazer em atualizá-lo.

 

Dicas para Evitar Problemas Com Aluguel de Quarto em NY

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Olá Pessoal!

Eu já estava com esse post na cabeça desde o ano passado e, eis que hoje, depois de ler um comentário em um grupo do facebook, decidi que era a hora de escrevê-lo 😉

Sublocar um quarto em NY não é uma tarefa fácil. Nunca foi e nunca será. Claro que depois de um tempo fica UM POUCO mais fácil porque a prática leva à perfeição…rs

Hoje li um post de uma moça que veio para NY e sublocou o quarto na casa de uma brasileira. Não vou dar muitos detalhes do que estava escrito porque sinceramente não acho que venha ao caso e cada um sabe de si. Ela disse que teve uma experiência péssima e que estava tentando “ajudar” a quem estava vindo para NY para não cair na mesma armadilha que ela. Já que ela deu as dicas dela, vou dar as minhas também 😉 Só para deixar claro, eu NÃO aluguei meu quarto para ela 🙂

Para quem vem MORAR (mesmo que temporariamente) em NY:

1) Pesquise, pesquise e pesquise: buscar informação é a melhor maneira de evitar cair em armadilhas. Entre nos grupos do facebook, dê uma pesquisada no google e veja todas as informações possíveis sobre o lugar no qual você pensa em alugar. Não é porque a pessoa que aluga o quarto está falando que é seguro, que é perto, etc., que você tem que acreditar.

2) Tenha a certeza de tudo o que se pode e não pode fazer dentro da casa: regras foram criadas para serem respeitadas. Se há alguma regra que você não concorda, converse ANTES sobre ela e não DEPOIS que você já alugou. Por exemplo: quando eu alugava por mês, eu tinha uma regra de que as pessoas NÃO poderiam trazer visitantes aqui para a casa. Algumas pessoas criticavam a minha regra e outras achavam ÓTIMO e optavam por ficar comigo exatamente por causa dela 😉

3) Troque mensagens por escrito e guarde todas: atualmente eu peço a todas as pessoas que vão ficar aqui em casa para que LEIAM as regras da casa e coloquem no e-mail de reserva que LERAM E CONCORDAM COM AS REGRAs. Algumas vezes, tem gente que comenta de certas regras e fala: “nossa, mas x coisa nem precisava estar lá…é tão óbvio”. E eu sempre respondo: “está lá porque já tivemos problemas com isso” 😉

4) Não é porque estou alugando o quarto que a casa é minha: sei que esse tema é meio controverso, mas uma vez que O SEU NOME não está no contrato de aluguel, quem responde legalmente pelo local é a outra pessoa. Tem gente que respeita isso e gente que não respeita. Caso não queira ter problemas, alugue VOCÊ um apartamento e coloque o quarto para sublocar. Com certeza, isso pode evitar muita dor de cabeça.

5) Caso seja dado um depósito pelo quarto, PEÇA RECIBO: até uma mensagem por e-mail vale. O importante é ter algo escrito.

6) Se for possível, faça um contrato POR ESCRITO: Não precisa ser nada formal (em cartório), mas é sempre bom ter tudo preto no branco para evitar complicações futuras.

7) Se houver qualquer problema referente a qualquer coisa da casa ou mesmo do comportamento da outra pessoa, VÁ CONVERSAR: ninguém tem bola de cristal e as pessoas são criadas de formas diferentes. Morar com alguém com a cara virada é a pior coisa que tem. Também peça para que a pessoa faça o mesmo que você 🙂

8) Caso haja algum problema financeiro, COMUNIQUE ASSIM QUE POSSÍVEL a pessoa que mora com você: imprevistos acontecem, mas no final do mês o aluguel deve ser pago e o dono do apartamento não quer saber dos nossos problemas. Atraso de aluguel é passível de multa. Veja se cláusula dessa natureza também consta no contrato de aluguel.

9) Veja quais são os UTILITIES incluídos no aluguel: entende-se por utilities os seguintes itens: água, luz e aquecedor. Tem gente que ainda considera o telefone, tv a cabo e internet também como utility. Algumas vezes, o preço do aluguel contem estes itens já inclusos no valor e em outros não. É bom você ter uma idéia de quanto EXTRA você vai gastar por mês. Os produtos de limpeza também costumam ser cobrados a parte.

10) Veja o tipo de TRANSPORTE que é oferecido perto do local onde localiza-se o quarto: algumas vezes, é possível encontrar o aluguel mais barato porque fica longe da cidade e, portanto, haverá um gasto maior com ônibus/metrô/trem, além do tempo do trajeto. Outras vezes o valor está relacionado a segurança da vizinhança. Caso você seja uma pessoa que volta muito tarde para casa, considere esse último item com mais apreço ❤

11) Pesquise sobre a PESSOA que está alugando o quarto: fazendo isso você evita dores de cabeça futuras. Já vi, por exemplo, gente que teve que se mudar às pressas porque estava vivendo com uma traficante.

12) Respeite o espaço alheio: aqui em NY a gente se acostuma com o respeito ao espaço alheio. Dizem que é coisa de americano 😉

Para quem vem por curta temporada (dias ou semanas) para NY:

Todos os itens acima 🙂

Na verdade, o que mais acontece (a meu ver) em quem aluga quarto por pouco tempo é:

1) O viajante não está em um hotel mas muitas vezes pensa (ou acaba se comportando) como se estivesse em um: ao alugar um quarto, é preciso lembrar que o viajante está “morando”, mesmo que temporariamente, com a pessoa que está sublocando o quarto.

2) Muita gente não vive em função do aluguel do quarto: respeitar horário de chegada e partida é sempre importante.

3) Leia atentamente a política de cancelamento da hospedagem: a maioria das pessoas que alugam quarto fazem isso por necessidade. Portanto, cancelamento significa falta de entrada de dinheiro e isso pode pesar (e muito) no final do mês.

Já ouvi muita gente falando que é mais fácil arranjar um(a) marido/esposa do que arranjar um roommate ideal 🙂 E isso é a mais pura verdade! É preciso sempre lembrar que bom senso nem sempre está presente na vida das pessoas.

Odeia ficar sem internet quando viaja pros Estados Unidos? Então vem comigo! Por @cynthiacampello

Olááá galerinha do Viajante Sem Mala! Tudo bem com vocês?

A Cris me convidou de novo pra vir aqui no blog conversar com vocês, e hoje o assunto é polêmico, HAHAHA. Ai, mas quem gosta de ficar sem internet hoje em dia né? Eu acho que se me obrigassem a ir pra algum retiro espiritual, daqueles que você vai pro meio do mato e não pega o sinal do celular, eu com certeza ia ser uma daquelas loucas que sairiam correndo colocando o bendito aparelho pra cima até carregarem todas as minhas mensagens e emails, HAHAHAHA 😛

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Quando eu fui pros Estados Unidos da primeira vez, fui completamente sozinha. Imagina o nervoso dos meus pais né? Mas quem estava mais nervosa na verdade era eu, pois apesar de ter feito todos os mapinhas à mão, também estava com medo de ficar sem o GPS e o pai Google.

No primeiro dia que cheguei em Orlando, acabei utilizando a internet da Vivo, pois eu estava realmente com medo de me perder. E custou a bagatela de TRINTA REAIS um dia de uso. Sério, fico pra morrer com esses absurdos. Eu pago 50 reais de conta de celular, imagina só ter que pagar mais do que a metade pra usar apenas um dia?

Daí eu fui na loja da Apple comprar meu Iphone 5S (que por sinal eu estou vendendo, alô galera hahaha), e do lado tinha uma loja da T-Mobile. Como uma amiga já tinha usado o serviço, decidi investir e usar também.

O Chip custou US$ 10, e para cada dia de uso eu tive de recarregar US$ 3 (Cuidado na hora de comprar, pois os vendedores tentam enrolar e passar um plano mais caro! Peça exclusivamente pelo plano de 3 dólares por dia). Ou seja, passei 21 dias nos Estados Unidos, e usei o celular ilimitadamente para ligações locais, SMS e Internet 4G (que é melhor do que muita internet cabeada aqui no BR hahaha) pela bagatela de US$ 73, que com o câmbio da época, me custou R$ 168. Ou seja, quase quatro vezes menos do que se eu tivesse usado a internet da Vivo lá na viagem.

E olha que eu usei, viu? Eu tenho uma amiga que mora na Califa e a gente se ligava toda hora (Eu ficava horas passeando pela cidade e falando com ela, e a ligação não caia!). Apesar da T-Mobile ser considerada a Tim dos EUA, meu deus do céu, eu queria a Tim com essa qualidade aqui, hahahaha.

Ela só não funciona dentro do metrô e dentro do elevador (e como adoro olhar pro celular alheio, já percebi que a AT&T funciona nesses lugares, e deve ser por isso que alguns americanos tem preconceito com a T-Mobile), mas cara, sério, eu assisto vídeos no youtube com essa internet, coisa impossível com qualquer plano de dados brasileiro! Já voltei outras 3x pros EUA e usei o mesmo Chip novamente. Mas ele muda de número toda vez que você reativa colocando crédito, então sempre cheque novamente pra acabar não passando o número errado pra alguém quando for viajar.

Na minha segunda ida aos EUA, meu amigo me emprestou um chip da AT&T para testar (eu adoro testar tudo diferente pra ir contando lá no meu blog). Mas fui na loja e saí no mesmo instante, pois a AT&T só tem um plano mensal pré-pago, que custa US$ 50, ou seja, não valia a pena pra mim, pois eu só ia passar dez dias por lá. Acabei usando a minha fiel T-Mobile, da qual eu sinto saudades todos os dias quando tento carregar qualquer coisa no meu celular (que por sinal está sem internet pq eu já utilizei toda a franquia, ai que ódio!).

Ah, importante falar em franquia. Quando você consome a quantidade de dados diária (que se não me engano é de 200MB), a velocidade cai pra 2G, mas sério, o 2G deles é na velocidade do nosso 3G, então você nem vai se incomodar.

Por hoje é isso galera! Espero ter ajudado vocês que estão indo pros EUA e que são leitores do Viajante Sem Mala. Aproveita que, apesar da alta do dólar, a Cris tá fazendo uma baita promoção pra quem se hospedar lá com ela. Duas horas com ela passeando por Astoria são de ouro, viu? Eu passeei com ela por lá e além de aproveitar vários descontos, ela ainda me encheu de cupons da Bed, Bath & Beyond e toda vez que eu ligo as minhas velas aromáticas que comprei quase de graça o cheirinho me faz lembrar desse dia!

Um super beijo pra vocês e até a próxima (Me convida de novo Criiiiiiiiiiis) hahahaha ❤

Será que Preciso Fazer Seguro De Saúde Para Viajar Para Os EUA?

Olá pessoal,

Acho que uma das piores coisas que pode acontecer durante uma viagem de férias é uma emergência relacionada a saúde. Quando é com criança então…nem se discute.

Para quem vem para os EUA, é bom ter em mente que aqui não existe tratamento gratuito. Mesmo para os pobres, o governo PAGA um plano de saúde para quem se qualifica. O que eu quero dizer é que não existe hospital público como no Brasil. E aqui o serviço médico é bemmmm caro. Já vi gente sair do hospital com uma conta de mais de 20 mil (e isso não é nada difícil de acontecer). Em 2010, fui parar no pronto-socorro porque tive um aborto espontâneo e, como na época eu ainda estava no processo de aprovação do plano de saúde, a conta chegou na minha casa: U$3890.00. O serviço que eu utilizei foi: chegar no pronto-socorro, fazer um exame de sangue e curetagem. Só! (para mim foi pouco para justificar essa conta toda).

A questão é: para quem vem para cá, não é obrigatório o seguro, mas é NECESSÁRIO (pelos motivos que eu citei acima).

Quando forem fechar o seguro, não deixem de ver a cobertura e ler todos os detalhes do contrato. Isso pode fazer a diferença no final. A gente sempre torce para não usar, mas vai que precisa, né?!

Já me perguntaram algumas vezes sobre seguro-viagem (algo indispensável hoje em dia) e eu sempre indico essa empresa: PASSARELAS SEGUROS

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Não indico apenas porque é da família (minha tia querida), mas sim porque sei que o viajante terá todo o apoio que necessita e merece.

Indico de olhos fechados! Além do seguro-viagem, eles também oferecem outros tipos de seguro, como de automóveis, casa, de vida, etc.

Você pode salvar a foto no seu computador para não perder o contato 🙂

Quem quiser, pode compartilhar 😉

Se alguém já usou essa corretora e quiser deixar um comentário, será mais do que bem-vindo.

A Experiência de ter um Filho em Nova York – parte 2

Olá Pessoal,

E vamos seguir com a segunda parte da história que começamos nesse post aqui: (https://viajantesemmala.wordpress.com/2015/01/24/a-experiencia-de-ter-um-filho-em-nova-york-parte-1)

Voltei para NY super feliz sabendo que Lukinha estava para vir. Comecei o pré-natal no mesmo hospital que eu tinha passado pela última vez. Apesar da médica ser um amor, o tratamento para com os pacientes da parte dos outros profissionais não era 😦 Cheguei a passar quase 4 horas dentro do hospital entre atendimento e espera pela consulta. Um horror! Era um lugar quente e lotado, mas como eu podia ir a pé e nessa época eu estava enjoando muuuuito, optei pelo que era mais “fácil”.

Nesse hospital, a médica me disse que provavelmente o aborto que eu sofri havia sido por erro médico e que eu corri risco de vida. Até pensamos em processar os dois hospitais envolvidos no erro, mas acabamos desistindo. Decidimos focar todas as nossas energias nessa gravidez e encerramos esse assunto.

Nos mudamos de volta para Astoria (Queens) e mesmo assim, cheguei ainda a ir a 2 consultas no Brooklyn (eu levava quase 2h para chegar no hospital). Na última sessão, me enchi do tratamento que estava tendo e decidi trocar para um hospital em Manhattan no qual eu já havia lido e tido recomendações de que era bom (economizaria 1h no trajeto).

Percebemos a diferença de tratamento logo na recepção: atendentes sorridentes e preocupadas com os pacientes: ofereciam laranja e banana para comermos enquanto esperávamos para ver o médico e, vinham perguntar a quanto tempo estávamos esperando. Por duas vezes, eu já estava esperando a 20 minutos e elas me deram um gift card de U$5.00 para usar numa famosa cafeteria. Isso tudo pela inconveniência de ter de esperar 😉

Primeiro ultrasom do Lukinha já aqui em NY: parecia um ursinho ❤

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Neste novo hospital (New York Presbyterian Hospital – um hospital universitário considerado o melhor de NY no quesito obstetrícia), me senti muito mais acolhida e senti que Lukinha estava sendo mais bem tratado.  Aqui, somos obrigadas a fazer um teste de HIV no início, meio e fim da gestação. Passei também por nutricionistas e por uma geneticista (já que eu teria meu filho com mais de 35 anos de idade).

Apesar do enjôo diário por quase 8 meses, Lukinha estava crescendo saudável e era bem ativo. No dia em que eu descobri que estava esperando o menininho que eu queria eu quase pirei de felicidade 🙂 ❤

Durante a gravidez, além de ter o plano de saúde pago pelo governo (porque nos encaixamos aqui como população de baixa renda), também me inscrevi em um programa do governo chamado WIC (Women, Infants, Children – http://www.health.ny.gov/prevention/nutrition/wic), no qual eu recebia mensalmente cheques do governo que poderiam ser usados no supermercado para comprar produtos como leite, queijo, cereal, suco, ovos, legumes/verduras/frutas e mais algumas coisas.

Durante toda a gravidez, minha pressão manteve-se estável e, por causa dos enjôos, eu só engordei 8 kilos a gravidez toda. Tive síndrome do túnel do carpo e isso fez com que eu sofresse com dores no pulso. Também tive dores de dente (que me fizeram rolar no chão) e passava mal toda vez que ía escovar os dentes.

O maior apuro que eu passei nestes meses foi quando eu fui fazer o ultrasom do Lukinha lá no Presbyterian Hospital. Como sempre, chegamos antes do horário, me apresentei na recepção e estava na sala de espera esperando pelo médico. De repente, alguém chama CRISTIANE. Eu me levanto e vou junto com a enfermeira, que reclama que eu estava atrasada 40 minutos. Achei estranho, mostrei o cartão dizendo que a minha consulta era para tal hora e não para o horário em que ela estava falando e, bom…ela disse que o importante era que a médica ainda estava lá e que eu iria ser atendida. O Uka sentou na cadeira do lado da minha maca e eu comecei a esperar ansiosamente para poder ver o Lukinha 🙂 Tinha comido chocolate e tomado suco para ver se ele se agitava um pouco e colaborava com as imagens 🙂

De repente, eu olho para a mão da enfermeira e vejo ela com uma agulha ENORME. Gente, como assim? Eu vim fazer ultrasom e não tomar injeção. Quando já estava quase tudo pronto, o Uka (que é super desligado, mas que foi ligeiro dessa vez) perguntou a enfermeira: “olha, o primeiro nome da minha esposa está escrito certo, mas os dois últimos não” (isso foi ele olhando pelo monitor).

Se não fosse por ele, ao invés de fazer um ultrasom, eles íam fazer em mim aquele exame de amniocentese (http://brasil.babycenter.com/a1500585/amniocentese). Nada contra o exame, mas íam enfiar uma agulha na minha barriga para colher um líquido sem a MÍNIMA necessidade.

O que aconteceu foi o seguinte: aqui sempre chamam pelo primeiro e último nome. Depois perguntam sua data de nascimento para ter certeza que você é você. Nesse caso específico, como a paciente estava atrasada e esse nome é RARO por aqui, acho que foi isso o que aconteceu e criou toda a confusão. Me digam: qual a probabilidade de ter outra Cristiane esperando na sala de espera e na mesma hora? Doido, né?

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Infelizmente, quando eu já estava no oitavo mês de gestação, recebi a triste notícia de que o meu avô materno havia falecido. Como  eu já havia ido ao hospital de emergência quando eu soube que ele foi internado às pressas, demoraram quase 3 dias para me contar a verdade. Descobri por acaso e fiquei furiosa por esconderem algo tão importante 😦 Sei que a perda de alguém tão próximo (ele era como um pai para mim) teve um papel importante na gravidez e no nascimento do Lukinha.

Minha mãe e irmã chegaram para o nascimento do Lukinha no dia 21 de junho. O Lukinha estava previsto para nascer no dia 8 de julho – dia do aniversário do meu pai. No dia 24 de junho foi a minha última consulta do pré-natal e tudo estava bem. Contudo, no domingo – dia 26 de junho, depois de passar o dia na rua, comecei a sentir fortes dores e decidi que era necessário uma visita ao hospital para ver se estava tudo bem. Cheguei em casa, tomei banho, jantei uma sopinha, arrumei o cabelo, peguei minha malinha e me dirigi ao hospital.

Chegando lá, o médico me disse que a minha pressão estava MUITO alta e que eu apresentava um quadro chamado pré-eclâmpsia. Ele me perguntou se eu achava que tinha alguma coisa contribuindo para o quadro, já que ele via no meu prontuário que minha pressão estava excelente a gravidez toda. Eu disse que a minha mãe estava me visitando e estava me deixando muito estressada. Ele me disse que eu deveria mandá-la embora (juro, ele disse exatamente assim) pois isso estava influenciando a minha saúde. Eu disse que não podia, pois ela tinha vindo do Brasil para o nascimento do meu filho. O médico olhou para mim e disse: “não confio mandar você para casa. Seu filho já está com tamanho de bebê de 40 semanas. Vou induzir o seu parto”. Pronto! Simples assim!

Por fim, as coisas não foram tão simples como ele prometeu 😦

Minha Experiência em Astoria, Queens by Cynthia Campello

Olá Pessoal,

Hoje teremos mais um post escrito por um convidada nossa. Conheci a Cynthia através da nossa página no facebook (http://www.facebook.com/viajantesemmala) e finalmente nos conhecemos pessoalmente neste dia em que ela veio nos visitar em Astoria (quem lê deve ter a sensação de que ela teve que “viajar” de Manhattan até aqui…rs). Gente, não é assim 😉 Espero que vocês curtam mais esse post. O texto está na íntegra.

“Oieee galera que acompanha o Viajante Sem Mala! Tudo bem com vocês?

Hoje eu vim contar um pouquinho de como foi conhecer Astoria com a querida da Cris, e é claro, com o icônico Lukinha.

Sempre muito solícita, a Cris topou marcar um lanche comigo pra gente se conhecer e conversar um pouco. Aproveitei a oportunidade pra conhecer um pouquinho do Queens, local que eu nunca tinha ido. O motivo? Um amigo meu lá de Nova York tinha me dito pra não ir para lá porque era muito perigoso.

Só que ele estava falando de Jamaica, região bem afastada, quase lá no JFK. E eu pude atestar com os meus próprios olhos que Astoria é além de muito segura, uma região bem familiar e tranquila. Como a Cris diz, parece um interiorzinho.

Sai de Manhattan na linha R rumo à estação Steinway. Como a Cris estava trabalhando, ela me recomendou descer por lá e curtir um pouco do comércio de Astoriaenquanto ela ia chegando. E devo dizer que NUNCA MAIS COMPRO ALGUMA COISA EM MANHATTAN ANTES DE CONFERIR EM ASTORIA! Gente, a diferença de preços é ABSURDA, até em farmácias como a CVS e a Duane Reade.

Depois de comprar uns quilos de shampoos e máscaras de cabelo, continuei andando e deparei-me com a Victoria’sSecret, totalmente cheia de promoções, e vazia! Uma das vantagens de fazer compra na área é que é super tranquilo, sem aquela quantidade imensa de gente, então você pode fazer as compras com mais calma. Virei fã de Astoria!

Curtindo o climinha do bairro, com seus tijolinhos típicos de NY em todos os prédios, lojinhas coladas umas nas outras e vendedores super educados e solícitos, continuei a minha andança até encontrar com a Cris e o Lukinha no Burger King. E gente, fiquei chocada com a educação do Lukinha, um gentleman! Logo pediu para carregar uma das minhas sacolas e me ajudar 😉

Comemos o nosso lanche, conversamos bastante, e eu pude curtir não só a atmosfera do bairro, como observar as pessoas como uma “outsider”. O povo é bem tranquilão, diferente da agitação de NY. Um excelente lugar pra se hospedar, pois com toda a agitação de Manhattan a gente as vezes não consegue desligar, o que pode comprometer o resto da viagem porque você acaba não relaxando, fica sempre uma pilha (o meu caso, hehe).

E outra, é realmente um mito que Astoria é longe de Manhattan! Peguei o metrô na Times Square e levei apenas 15 minutos pra chegar lá. Isso se levei 15 minutos! Nem deu tempo de dar aquela cochilada básica hehe.

Depois do lanche, saímos de novo pra andar um pouco na Steinway e passamos na biblioteca para a Cris entregar uns livros. Aí eu fiquei chocada de novo, porque quem é que lê livro em biblioteca no Brasil nos dias de hoje né? Pelo menos na minha cidade, não existe nenhuma biblioteca, e quando existe, tem um acervo bem defasado e em más condições. A biblioteca era linda, super moderna e lotada de gente! Muitos livros e FILMES, desde os clássicos até os atuais! Chega bateu a saudade de NY já naquele instante, porque quem me dera ir toda semana num local como esse pra me divertir.

Ah, e uma coisa super bonitinha que aconteceu um pouco antes de chegamos na biblioteca: A Cris me levou em uma loja de souvenirs super baratinha e enquanto eu comprava, o Lukinha ficou olhando os bonequinhos que lhe agradavam. Depois de sairmos da loja, uns 3 quarteirões depois, o Lukinha insistiu que tinha esquecido o bonequinho que tinha ganho no Burger King lá na loja. Ficamos meio sem fé achando que ele poderia ter deixado cair em outro lugar, mas ele insistiu e nós voltamos lá. Acreditam que o boneco estava no EXATO LUGAR que ele estava descrevendo? Ele é muito inteligente, uma fofura! Fiquei muito apaixonada por esse pequeno. Além de inteligente, super educadinho. Que saudades.

 

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Tive que ir embora para arrumar as minhas malas, mas um pouquinho do meu coração ficou com os dois. Muito obrigada pelo passeio incrível e pela atenção. Já estou com saudades e certamente voltarei à Astoria não só para umas comprinhas mais baratinhas, como também pra visitar esses dois fofos que me trataram com todo o carinho!”


Cynthia Campello

 

Gostaram? Eu adorei! Foi um prazer enorme conhecê-la e o Lukinha adorou a nova tia dele 🙂 ❤

Para quem quiser conhecer um pouquinho mais da Cynthia, pode seguir o blog dela: https://blogdacyn.wordpress.com/author/cynthiacampello/

A Experiência de ter um Filho em Nova York – parte 1

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Olá Pessoal!

Esse é um tema que estou para escrever faz tempo e só agora criei coragem 🙂 (não porque é um assunto que ainda me incomode, mas sim porque sabia que o papo seria longo). O meu objetivo com esses posts é contar como foi a minha experiência como grávida aqui, como o sistema de saúde funciona e, espero com essas informações ajudar alguém que precise de alguma luz em relação ao assunto.

Esse tema será dividido em 3 posts: um contando a experiência da minha primeira gravidez e o tratamento que eu recebi aqui por parte dos médicos, o segundo é sobre a gravidez do Lukinha e o terceiro é para contar sobre o parto. Então senta que lá vem história 😉

Decidi que queria engravidar em 2010 (assim que conseguimos o visto O-1 e O-3). Eu já estava com 34 anos e não queria demorar muito para ter o Lukinha (sim, eu já dizia que ia ter um menino e que seria Lukinha quando ainda namorava o Uka). Começamos o processo de “fabricação” e logo descobri que estava grávida. Primeiro fiz o teste de farmácia e no dia seguinte fui no Planned Parenthood Office (http://www.plannedparenthood.org/about-us/local-state-offices). Lá, eu também fiz o teste (gratuitamente) e foi confirmado: estava GRÁVIDA! O baby estava previsto para nascer no dia 2 de fevereiro de 2011 (dia do aniversário da mãe do Uka).

Estávamos morando no Brooklyn (Dumbo/Fort Greene) e optamos por uma clínica que ficava a 2 quarteirões de casa. Nessa época, eu não tinha plano de saúde e aqui não existe essa coisa de SUS: chegou e foi atendida gratuitamente. Contudo, quando você está grávida, qualquer que seja a sua condição imigratória, você pode se inscrever para conseguir um plano de saúde pago pelo governo (afinal, você  dará a luz a um cidadão americano). Esse plano cobre o pré-natal, parto e deixa de funcionar 3 meses após o parto.

Desde o início, não fomos bem tratados pela equipe médica do local escolhido para o pré-natal. Chegaram a dizer que o meu marido tinha clamídia e que tinha passado para mim. Ele foi ao médico da mesma clínica e o mesmo disse que a minha médica era louca. Como éramos muito ingênuos quanto a essa questão de saúde aqui nos EUA (e era mais fácil aquela clínica) optamos por continuar lá.

Contudo, na minha segunda consulta, enquanto ainda estava na sala de espera, percebi que algo estava errado. Fui ao banheiro e vi que estava começando a sangrar. Comecei a chorar e durante a consulta, a médica disse que era normal e, que se fosse para eu ter um aborto espontâneo (miscarriage) é porque meu bebê teria um problema e meu organismo estava no processo normal de “expelir” o embrião. Saí completamente arrasada de lá e decidida a procurar outro hospital. Isso era uma terça-feira.

Na quarta-feira, vi que o sangramento aumentou e fui a outro hospital (ainda no Brooklyn). Demorei para ser atendida e NÃO ME DERAM REMÉDIO NENHUM durante a minha estadia no PS. Tiraram meu sangue e fizeram um ultrasom. Me perguntaram de quantos meses eu estava (nessa época eu estava de 8 semanas, conforme aquela primeira clínica) e o médico disse que eu não deveria estar nem de 5. Me liberaram SEM DIAGNÓSTICO (um possível início de miscarriage) e nenhum remédio.

Passei a quinta-feira de repouso e na sexta decidi ir novamente ao mesmo pronto-socorro, pois o fluxo tinha aumentado consideravelmente. Novamente, a mesma coisa: nada de remédio e mais um ultrasom. Eu me lembro de estar revoltada, já que no Brasil os médicos costumam costurar o colo do útero das mulheres para que elas não percam o bebê. Hoje penso que talvez se eu estivesse fazendo tudo particular talvez o desfecho fosse diferente…mas também não posso ter certeza disso.

No sábado, passei o dia novamente de cama, com um fluxo aumentado e aí realmente entrei no processo espontâneo de expelir o embrião. Foi uma experiência terrível, principalmente porque eu estava em casa sozinha com o Uka e não queria voltar ao hospital no qual estavam me tratando tão mal.

Quando já era umas 10 horas da noite, decidimos ir a um TERCEIRO hospital do bairro. Este hospital era maior do que os dois primeiros e PARECIA mais bem equipado. Novamente, dei entrada no PS e o médico atestou que eu realmente tinha tido um aborto espontâneo. Precisei fazer exame de sangue (até aí eu já tinha contado 12 picadas nos meus braços), estava fraca, chorando muito e revoltada pelo tratamento que eu tinha recebido naqueles últimos dias. Me lembro do atendente (muito fofo) tentando me confortar e dizendo que ele havia passado por algo semelhante com a noiva dele, mas que ela tinha perdido o baby com 8 meses e que tiveram que fazer o parto para tirar o filho deles. Claro que isso é pior do que perder no início da gravidez, mas nem por isso essa história fez com que eu me sentisse melhor.

O médico me encaminhou para a curetagem (eu nessas alturas estava com uma dor insuportável) e me mandaram para outro andar. O local estava um caos, me colocaram numa sala e fizeram a curetagem SEM ANESTESIA OU QUALQUER ANALGÉSICO (apesar de eu ter pedido mais de 4 vezes). Eu via estrelas toda vez que a médica colocava a mão em mim e eu só queria sair correndo de lá e voltar logo para a minha casa.

Eu me lembro de ter passado o domingo e a segunda descansando para na terça-feira voltar as minhas atividades (já que as contas chegavam e não havia mais nada que eu pudesse fazer).

A minha médica disse que depois de 3 meses eu poderia tentar novamente, mas que ela me aconselhava tentar após os 6 meses, para ter mais certeza de êxito. CLARO que eu não queria esperar 6 meses e, aos 3 meses, a médica  (outra) me liberou para tentar novamente.

Estava super feliz e esperançosa de que eu teria mais uma chance 🙂

Marquei minha passagem para ir ao Brasil buscar meu visto e dias antes da viagem minha menstruação desceu. Fiquei chateada (já que da outra vez foi tão rápido o processo) mas decidi que aproveitaria a viagem e voltaria descansada para tentar novamente (nesta viagem, eu estava indo sozinha).

Cheguei no Brasil (em SP), fui fazer faxina na casa onde eu morava (era a casa da minha avó) e organizar todas as minhas coisas que ainda estavam lá. Fiquei sem comer direito os 4 dias em que estive lá, peguei muito peso e fiquei um caco de cansada.

Peguei o avião para Fortaleza (onde minha família mora atualmente) e, logo nos primeiros 10 minutos, com o calor que tava fazendo dentro da aeronave, eu comecei a passar muuuuito mal. O negócio foi tão sério que eu tive que voar de SP a Fortaleza sentada na cadeira da comissária, pois era de instante a instante indo ao banheiro para aliviar um enjôo que apareceu do nada. Até o comandante saiu da cabine e veio falar comigo para saber o que estava acontecendo. Agora, a vergonha que eu passei foi homérica: nesse dia, o avião estava cheio de psiquiatras indo de SP para Fortaleza pois haveria o Congresso Brasileiro de Psiquiatria lá. Váaaarios dos meus ex-chefes estavam nesse vôo. Eu me achei pagando um micão (porque eu não sabia o que estava acontecendo comigo) e estava morrendo de vergonha. Chegamos em Fortaleza e eu estava tão mal ainda que foram me buscar na aeronave de CADEIRA DE RODAS. Sim, isso mesmo! Eu não tinha forças para andar. Minha mãe disse que quando me viu, eu parecia uma folha de papel de tão pálida que eu estava.

Para encurtar a história (se é que isso é possível), depois de DEZ DIAS da minha chegada a Fortal, ainda passando mal e minha mãe achando que era tudo psicológico, decidi fazer o exame de sangue e o ultrasom e… SIM: eu estava grávida de quase 6 semanas 🙂

Lukinha estava vindo aí ❤