Disseram Que Eu Voltei Americanizada!

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Olá Pessoal!

Pois é! Essa famosa frase que deu nome a uma das músicas da Carmen Miranda virou “doce” na boca de algumas pessoas quando me encontram e tomam conhecimento que estou morando nos EUA.

Eu particularmente não me sinto ofendida de maneira nenhuma. O que eu não consigo entender é a razão de algumas pessoas acharem que por eu estar morando nos EUA e ter me ADAPTADO aos costumes do país…que eu acabei PERDENDO os meus de BRASILEIRA. Pelo menos para mim, isso não funciona assim.

Não piso no Brasil desde 2012. Não porque não queira, mas é porque não dá. Preciso trabalhar aqui para poder realizar alguns projetos (que já estão se tornando realidade) e o meu visto O-3 é um SACO para renovar, além de ser caro (mais de R$500.00 reais).

Infelizmente, tem sim alguns hábitos americanos do qual eu já me acostumei e que acho muito estranho (não sei se é exatamente essa a palavra) e sinto sim a diferença quando vou ao Brasil. Mas gente, PELOAMORDEDEUS, isso não significa que eu me acho melhor ou pior do que algumas pessoas, mas esta é uma forma DIFERENTE de ver o mundo e ela deve ser respeitada.

Aqui vão algumas coisas que, para mim, já fazem MUITA diferença:

  • JOGAR PAPEL HIGIÊNICO NA PRIVADA: eu sofro muito com isso lá no Brasil. TODAS AS VEZES que fico na minha mãe eu acabo entupindo o vaso sanitário do banheiro dela. Não faço isso por mal, mas é que eu já me acostumei.
  • FAZER UM PAGAMENTO E ESPERAR AS MOEDAS DE TROCO: devo confessar que esta questão me atinge muito. Não é questão de ser avarenta, mas sim porque isto fere o meu direito de cidadã de ter o meu dinheiro de volta. Não vou mentir que SEMPRE faço escândalo (principalmente no supermercado) quando não me devolvem o troco. Quando a caixa vem falar algo do tipo: nossa, está reclamando por causa disso. Sim, é o MEU DIREITO. Eu SEMPRE pego mais dinheiro do que deveria (me deviam 1 ou 2 centavos e me dão 5 ou 10). Eu sempre fico na esperança de que as pessoas mudem em relação a isso, mas parece que já é algo cultural 😦
  • RESPEITAR O ESPAÇO ALHEIO: nossa, como o brasileiro é espaçoso, né? Aqui quando falo de espaço, é em referência ao espaço físico e psicológico 🙂 Aqui não tem essa de sair beijando alguém que você acabou de conhecer e nem de sair fazendo perguntas pessoais. Outro dia, fui ajudar um brasileiro a comprar um metrocard e ele ficou me tocando no ombro umas 3 vezes. Nossa, parecia que dava choque…rs. É sério isso!
  • SER DIRETA NAS COISAS: eu sempre escuto falarem que “americano é frio” e para mim, não é que eles são frios, mas eles são muito diretos. Sabe aquela história de encher linguiça na hora de falar. Aqui não rola. Se você quer pedir algo, PEÇA. Não fique: “olha, eu não queria ficar incomodando você, mas eu comprei um secador no mês passado e apesar de ele ser ótimo, eu estava considerando se ele seria uma opção para trazer na viagem. Aí pensei: ‘nossa, andar com esse trambolho e depois ter que colocá-lo na mala que já voltará lotada de compras seria ruim. Você acha que seria possível, por apenas alguns minutos, emprestar-me o seu secador? Olha, isso só se puder. Se não puder, tudo bem’. UFA! Não seria muito mais fácil: “por favor, me empresta o seu secador?”. Já aconteceu de hóspede nosso começar a falar e a gente dizer: “você quer q eu empreste tal coisa?”, não deixando nem a pessoa terminar de falar. Aquela frase “TIME IS MONEY” é levada muito a sério aqui. Esta semana eu mandei mensagem para uma amiga pedindo para ela me ligar. Como ela não me ligou (a msg foi na noite passada), eu resolvi ligar. Ela disse: “nossa, acabei de chegar em casa. Li sua mensagem e acabei esquecendo de ligar”. Ok! Isso acontece, somos humanos. Ela está cheia de trabalho. Não me ofendeu em nada. Eu disse OK e continuamos conversando. No Brasil, se a pessoa lê a msg no whatsapp e não te responde NA HORA, o drama decorrente disso é algo impressionante. Não estou querendo generalizar, mas vamos combinar que COM CERTEZA você conhece pelo menos um par de amigos que são assim, né? Outro exemplo: se eu te convidar para o meu aniversário e disser que você não pode trazer marido/namorado/amigo(a), etc, IT’S OK! NO DRAMAS! (nem para quem está sendo convidado e nem para o possível acompanhante). Eu realmente gosto dessa liberdade de poder dizer (claro que sempre COM EDUCAÇÃO) o que estou pensando/sentindo sem medo de ocasionar um enredo de novela mexicana.
  • PONTUALIDADE: gente, isso é algo bem sério aqui. 9:00 é 9:00. As festas aqui tem hora para começar e acabar. Se você marcar 5:00 é 5:00 e não 8:00. Acho que isso é uma questão de respeito. No Brasil, você chegar NA HORA MARCADA em um aniversário é FEIO. Ninguém quer ser o primeiro a chegar. Aqui não! Essa questão de horário é levada bem a sério. E eu particularmente gosto disso, principalmente quando eu tenho que ir ao médico ou ao dentista 😉
  • TER OS DIREITOS GARANTIDOS: eu simplesmente AMO a liberdade de poder comprar um produto e ter o DIREITO de devolvê-lo caso eu queira. Salvo algumas exceções, quando o vendedor já especifica que NÃO É PERMITIDA A DEVOLUÇÃO, eu SEMPRE poderei devolver. Tudo depende da loja: algumas dão 1 semana, 15, 45 dias e outras, como a Macy’s, dão DOIS ANOS para você trocar/devolver o produto. Acho isso o MÁXIMO! E o melhor: não preciso ficar contando uma longa história e nem respondendo a MIL PERGUNTAS do vendendor e, ficando, muitas vezes com a sensação de que você está fazendo algo errado (pelo menos era assim que eu me sentia quando tentava retornar algum produto). Aqui você pode devolver e não te perguntarem nada, perguntarem qual a forma de pagamento (para saber como você pagou – dinheiro, cartão) e, quando te perguntam o motivo da devolução, é simplesmente porque podem te ajudar a escolher outra coisa que lhe agrade (isso já vi acontecer na MACY’S). Em nenhum momento você fica com a sensação de que ESTÁ FAZENDO ALGO ERRADO.
  • SEGURANÇA: sério, não consigo mais imaginar a minha vida com os flanelinhas, o medo de ser assaltada no sinal de trânsito, não poder parar direito o carro na frente de casa para abrir o portão. NÃO CONSIGO! Essa questão de segurança é algo que pesou muito na minha decisão de vir para cá. Aqui, vou ao supermercado a pé com o meu filho às 22:00, fico sentada na porta do meu prédio no verão até a 1:00 da manhã, não tem flanelinha e nem assalto no sinal. A vida é realmente bem mais tranquila. Quando vou andar de carro no Brasil, fico tão tensa com todas as possibilidades que já pensei seriamente se algum dia eu não terei um ataque cardíaco em frente ao volante. Acho que se as leis no Brasil fossem mais rigorosas e REALMENTE fossem cumpridas, todos teriam essa sensação que temos aqui. Aqui a lei funciona!

Claro que ainda existem mais alguns pontos a serem discutidos, mas acho que estes são os mais importantes para mim.

Recentemente, um amigo meu veio a NY e estávamos conversando exatamente sobre estas questões. Ele me disse que o brasileiro, para poder lidar com tudo isso, acaba ficando um tanto anestesiado. E eu acredito que é isso mesmo: é preciso lidar com todas estas questões e, se ficar paranóico como eu fico ( 🙂 ), ninguém vive 😉

Eu sempre falo para os nossos hóspedes: “por favor, caso haja algum problema, seja direto e fale comigo. Eu farei o mesmo com você”. Afinal, não temos bola de cristal e nem lemos a mente. Muitas vezes, a gente acaba fazendo/falando coisas que não são por mal, mas podem ser mal interpretadas 😉

É…lendo esse post, parece que realmente estou americanizada…rs

Ah, e para quem não conhece a música que foi título do post, segue aqui o link com a letra e o vídeo da Carminha 🙂 http://letras.mus.br/carmen-miranda/185585/

Vejo vocês no próximo post! Byeeeeeeeee

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Nova York é a Cidade Mais Cara do Mundo

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Olá Pessoal!

Esta semana eu li uma reportagem que dizia que um relatório da UBS reportou que NY é a cidade mais cara do mundo para se viver. WOW! Descobriram a pólvora…rs

Tenho certeza que, quem planeja conhecer NY já sabe que os preços dos hotéis aqui são caros, quando comparados com outros lugares. E isso tudo é culpa, entre outras coisas, do aluguel dos imóveis.

Nestes últimos anos, algumas lojas tiveram que mudar de endereço (ou até fechar) por conta do aumento dos aluguéis. Lojas como a F.A.O, Toys R Us da Times Square (que mudará em breve de endereço), Gray’s Papaya (melhor cachorro quente de NY), etc são alguns dos exemplos de estabelecimentos que foram afetados pela alta dos aluguéis.

Agora, imagina só: se está ruim para eles, imagina para nós, proletários!

Em Astoria, os preços dos aluguéis aumentaram em mais de 50% nos últimos dois anos. Como o bairro é muito perto de Manhattan e os imóveis são maiores, muita gente acabou saindo de outros boroughs e vieram parar aqui.

Nossa família, se não conseguir sublocar o quarto que sublocamos aqui em nosso apartamento, ficaria em sérios apuros financeiros. A grande maioria das pessoas que sublocam quarto é porque PRECISAM DO DINHEIRO e CONTAM COM ELE COMO UMA PARTE DO GANHO (COMO SE FOSSE PARTE DO SEU SALÁRIO). À propósito, alugar um quarto com os donos dentro NÃO É ILEGAL (como muita gente anda postando por aí).

Aqui, quem trabalha num esquema de ganhar por hora, começa a juntar o dinheiro do aluguel para depois programar o que vai fazer (pois nunca se sabe quanto dinheiro sobrará para as demais coisas).

O que encarece o preço dos aluguéis aqui são, principalmente, os seguintes fatores:

  • Segurança do bairro
  • Distância de Manhattan
  • Distância do metrô
  • Distância de boas escolas
  • Lugar para estacionar (raramente encontramos um lugar que tenha garagem)
  • Elevador (por causa disso, quanto mais baixo for o andar, mais caro ele é)
  • Lavanderia em casa (lavadora e secadora de roupas)
  • Zelador (aqui chamamos doorman)

Aposto que você deve estar lendo estes itens e pensando: NOSSA, SOU RICO ENTÃO. Pois é, muita gente só dá valor a certas PRATICIDADES depois que perde. Por favor, leve em conta que estou falando da minha realidade morando em Astoria, no Queens, e como imigrante que ainda não conseguiu se estabelecer completamente na cidade 😉

Além do valor alto dos hotéis, ainda falam sobre o alto valor da alimentação aqui em NY. Sinceramente, comparando com os preços do Brasil, EU não acho caro. Tudo depende de onde você compra. Muita gente tira como base os preços do WHOLE FOODS e esse lugar é CARO para nós aqui 😉

Esse blábláblá todo foi só para falar um pouquinho sobre o assunto da reportagem e contar um pouquinho sobre um item que assusta tanto quem vem passear quanto quem vem morar.

 

Para quem tiver curiosidade, segue o link da reportagem que eu falei:

http://ny.curbed.com/archives/2015/09/23/new_york_is_the_most_expensive_city_in_the_world.php?

Vejo vocês no próximo post! Byyyyeeeeeeeee

A Mais Nova Clinical Mental Health Counselor de Nova York

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Esse Garfield me representa hoje!

Olá Pessoal!

Hoje escrevo para vocês um daqueles posts pessoais, contando um pouquinho da nossa vida aqui em NY.

Ontem foi um dia muito especial para mim: passei na prova da licença de Clinical Mental Health Counselor. Fiz psicologia no Brasil e como só vim com o mestrado de lá, foi assim que consegui validar meus documentos.

A prova tinha duração de 4 horas e consistia de 74 questão distribuídas em 10 estudos de caso. Olha, odeio ficar muito tempo em prova e depois de 2 horas eu já tinha terminado. Fiz a prova beeeemmmm calma e, por fim, saiu o resultado de que eu passei 🙂 Saí de lá toda trêmula e com as pernas bambas. Essa prova era tão importante para mim. Claro que se eu não passasse, poderia refazê-la daqui a 3 meses, masssss ter que pagar mais de U$300.00 era uma opção completamente inviável para mim 😦

Eu sei que poderia estar mais feliz, mas algo me deixou muito chateada depois da prova: descobri que o meu bilhete do metrô (metrocard) foi TROCADO da minha bolsa que estava em um locker de lá. Eu só descobri quando fui passar o bilhete na catraca e percebi a troca. Gente, que chato isso! Hoje cedo eu cancelei o cartão e vou e receber o dinheiro de volta dos dias restantes, mas isso é muito chato 😦 Graças a Deus eu não deixei meu passaporte na bolsa. Já imaginou se ele some? Assim que os meus resultados estiverem disponíveis e eu já estiver com o número da licença, vou armar um escândalo. Com certeza, o lugar deve ter câmera de segurança. Quero só ver quem fez essa sacanagem comigo 😦

Ainda este mês vou escrever com detalhes todo o processo de validação do meu diploma até chegar nessa prova que eu fiz 🙂

Já moro aqui há quase 8 anos e só agora é que eu consegui a minha licença. Nunca desistam do sonho de vocês, pois ele tarda mas não falha. Não pude fazer a prova antes por falta de tempo ($$$$).

Hoje vou tirar o dia para “descansar” (se me deixarem…rs) e amanhã tem mais labuta. Tem mais acontecendo por aqui, mas vou compartilhando aos poucos para não entediar vocês 🙂

Vejo vocês no próximo post! Byeeeeeee

Topless na Times Square

Olá Pessoal,

Esta semana os jornais daqui (incluindo aqui os telejornais) andam noticiando sobre as mulheres pintadas que estão fazendo topless na Times Square. Sim, além daquela multidão de personagens infantis (Elmo, Hello Kitty, Homem-Aranha, etc), agora anda circulando muita mulher vestida apenas com uma calcinha e com os seios e o corpo pintados. E são elas o alvo da polêmica. As opiniões são divididas: uns acham que tudo bem, que isso ajuda com o turismo (?) e outros acham uma pouca vergonha, já que muitas crianças passam pela Times Square todos os dias.

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(Fonte: http://www.google.com)

A questão é: em Nova York NÃO é proibido fazer topless. Isso mesmo: você pode colocar o seu shortinho e sair com os peitos de fora que ninguém vai te prender. E olha que não é raro ver isso no Central Park na época do verão.

Ontem, o governador de NY disse que era preciso banir este tipo de atividade e que as mulheres (e as pessoas envolvidas com essa atividade – como a pessoa que faz a pintura no corpo dessas mulheres) deveriam ser levadas para a delegacia. Ele lembrou que este tipo de atividade relembra os tempos em que a Times Square era antro de prostitutas e drogados.

Eu não sou contra e nem a favor dessa atividade. A questão é que a lei diz que o topless pode. E agora? Será que uma solução seria estipular um horário para esta atividade?

Passei pela Times Square com o Lukinha na hora do almoço na semana passada e vi pelo menos umas DEZ mulheres com o corpo sendo pintado. E olha que elas não estavam sendo pintadas de uma forma mais discreta (parcialmente cobertas como se vê na foto abaixo); uma mulher que eu vi estava só de calcinha e o namorado dela é que estava fazendo a pintura, e beeeeeeeemmmmmm devagar, para que as pessoas pudessem ir fotografando. O que eu vi nesse dia foram mulheres semi nuas fazendo poses sensuais enquanto tiravam fotos com os turistas. Isso eu devo confessar que me incomodou, principalmente porque me lembrou muitos os tempos em que eu caminhava pela beira mar em Fortaleza e via aquele turismo sexual escancarado. A questão aqui é: muitos turistas acham bacana tirar fotos com as moças e, como é possível ver na foto abaixo até famílias estavam parando para tirar fotos também.

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(Fonte: http://www.google.com)

Em 2004, quando eu visitei NY pela primeira vez, na Times Square não tinha nenhum personagem e nenhum tipo de “distração”. Hoje já é possível contabilizar mais de 30 personagens espalhados pela Times Square. E olha que eles agora estão caminhando para outros pontos da cidade, já que ninguém faz nada e já que não existe uma lei que regulamente essa profissão. De vez em quando aparece no jornal um personagem sendo preso porque brigou com outro ou porque ameaçou algum turista que não quis pagar (vale lembrar aqui que algumas vezes estes “bonecos” se enfiam na hora em que você está tirando foto, conforme nos lembrou uma ex-hóspede em nossa página no facebook quando falamos sobre esse assunto (www.facebook.com/viajantesemmala).

Acredito que a pressão sobre esse assunto ficou pior quando alguns meios de comunicação publicaram fotos e vídeos de policiais tirando fotos com estas mulheres.

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(Fonte: http://www.google.com)

Agora, devemos aguardar para ver qual será o final dessa novela 😉

E você, o que acha sobre esse assunto. Deixe aqui sua opinião 😉

Vejo vocês no próximo post!

Promoção Da Viajante Sem Mala Para O Mês De Março De 2015!

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Olá Pessoal!!!

Nossa, eu estava louca para contar essa novidade para vocês! 🙂 🙂 🙂

Tivemos uma reunião de cúpula ontem sobre os nossos serviços e decidimos criar uma promoção bem bacana para o mês de MARÇO de 2015.

Mas por que março?! Por que é o mês do meu aniversário e porque é um dos meses mais bonitos do ano ❤ 🙂

Então, vou contar o que será essa promoção:

A pessoa que reservar nossa hospedagem no mês de MARÇO, ganhará DUAS HORAS do meu serviço de amiga de aluguel aqui em ASTORIA.

Isso mesmo! Vou sair com o hóspede por duas horas para compras e vou ajudá-lo(a) a economizar com todas as minhas dicas de compras 😉

A regra para ganhar esse serviço extra é a seguinte:

* é preciso se hospedar conosco por, no mínimo 3 dias;

* a oferta é para o quarto e não para o número de pessoas hospedadas (ou seja, NÃO será duas horas por hóspede);

* o serviço será de acordo com a MINHA disponibilidade de horário. Claro que podemos combinar com antecedência, assim é possível se organizar.

* levarei para passear pelo meu bairro e SEM PEGAR METRÔ (quem já ficou aqui em casa sabe que tem muuuuuita loja boa aqui por perto e que super valem a pena 🙂 ).

* Se o hóspede for pagar as compras com dinheiro, poderei usar meus cartões de desconto em alguns estabelecimentos 😉

E aí, gostaram?!

Quem se interessar, pode nos mandar mensagem para o e-mail viajantesemmala@gmail.com para checar disponibilidade de datas 😉

Será que Preciso Fazer Seguro De Saúde Para Viajar Para Os EUA?

Olá pessoal,

Acho que uma das piores coisas que pode acontecer durante uma viagem de férias é uma emergência relacionada a saúde. Quando é com criança então…nem se discute.

Para quem vem para os EUA, é bom ter em mente que aqui não existe tratamento gratuito. Mesmo para os pobres, o governo PAGA um plano de saúde para quem se qualifica. O que eu quero dizer é que não existe hospital público como no Brasil. E aqui o serviço médico é bemmmm caro. Já vi gente sair do hospital com uma conta de mais de 20 mil (e isso não é nada difícil de acontecer). Em 2010, fui parar no pronto-socorro porque tive um aborto espontâneo e, como na época eu ainda estava no processo de aprovação do plano de saúde, a conta chegou na minha casa: U$3890.00. O serviço que eu utilizei foi: chegar no pronto-socorro, fazer um exame de sangue e curetagem. Só! (para mim foi pouco para justificar essa conta toda).

A questão é: para quem vem para cá, não é obrigatório o seguro, mas é NECESSÁRIO (pelos motivos que eu citei acima).

Quando forem fechar o seguro, não deixem de ver a cobertura e ler todos os detalhes do contrato. Isso pode fazer a diferença no final. A gente sempre torce para não usar, mas vai que precisa, né?!

Já me perguntaram algumas vezes sobre seguro-viagem (algo indispensável hoje em dia) e eu sempre indico essa empresa: PASSARELAS SEGUROS

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Não indico apenas porque é da família (minha tia querida), mas sim porque sei que o viajante terá todo o apoio que necessita e merece.

Indico de olhos fechados! Além do seguro-viagem, eles também oferecem outros tipos de seguro, como de automóveis, casa, de vida, etc.

Você pode salvar a foto no seu computador para não perder o contato 🙂

Quem quiser, pode compartilhar 😉

Se alguém já usou essa corretora e quiser deixar um comentário, será mais do que bem-vindo.

Minha Experiência em Astoria, Queens by Cynthia Campello

Olá Pessoal,

Hoje teremos mais um post escrito por um convidada nossa. Conheci a Cynthia através da nossa página no facebook (http://www.facebook.com/viajantesemmala) e finalmente nos conhecemos pessoalmente neste dia em que ela veio nos visitar em Astoria (quem lê deve ter a sensação de que ela teve que “viajar” de Manhattan até aqui…rs). Gente, não é assim 😉 Espero que vocês curtam mais esse post. O texto está na íntegra.

“Oieee galera que acompanha o Viajante Sem Mala! Tudo bem com vocês?

Hoje eu vim contar um pouquinho de como foi conhecer Astoria com a querida da Cris, e é claro, com o icônico Lukinha.

Sempre muito solícita, a Cris topou marcar um lanche comigo pra gente se conhecer e conversar um pouco. Aproveitei a oportunidade pra conhecer um pouquinho do Queens, local que eu nunca tinha ido. O motivo? Um amigo meu lá de Nova York tinha me dito pra não ir para lá porque era muito perigoso.

Só que ele estava falando de Jamaica, região bem afastada, quase lá no JFK. E eu pude atestar com os meus próprios olhos que Astoria é além de muito segura, uma região bem familiar e tranquila. Como a Cris diz, parece um interiorzinho.

Sai de Manhattan na linha R rumo à estação Steinway. Como a Cris estava trabalhando, ela me recomendou descer por lá e curtir um pouco do comércio de Astoriaenquanto ela ia chegando. E devo dizer que NUNCA MAIS COMPRO ALGUMA COISA EM MANHATTAN ANTES DE CONFERIR EM ASTORIA! Gente, a diferença de preços é ABSURDA, até em farmácias como a CVS e a Duane Reade.

Depois de comprar uns quilos de shampoos e máscaras de cabelo, continuei andando e deparei-me com a Victoria’sSecret, totalmente cheia de promoções, e vazia! Uma das vantagens de fazer compra na área é que é super tranquilo, sem aquela quantidade imensa de gente, então você pode fazer as compras com mais calma. Virei fã de Astoria!

Curtindo o climinha do bairro, com seus tijolinhos típicos de NY em todos os prédios, lojinhas coladas umas nas outras e vendedores super educados e solícitos, continuei a minha andança até encontrar com a Cris e o Lukinha no Burger King. E gente, fiquei chocada com a educação do Lukinha, um gentleman! Logo pediu para carregar uma das minhas sacolas e me ajudar 😉

Comemos o nosso lanche, conversamos bastante, e eu pude curtir não só a atmosfera do bairro, como observar as pessoas como uma “outsider”. O povo é bem tranquilão, diferente da agitação de NY. Um excelente lugar pra se hospedar, pois com toda a agitação de Manhattan a gente as vezes não consegue desligar, o que pode comprometer o resto da viagem porque você acaba não relaxando, fica sempre uma pilha (o meu caso, hehe).

E outra, é realmente um mito que Astoria é longe de Manhattan! Peguei o metrô na Times Square e levei apenas 15 minutos pra chegar lá. Isso se levei 15 minutos! Nem deu tempo de dar aquela cochilada básica hehe.

Depois do lanche, saímos de novo pra andar um pouco na Steinway e passamos na biblioteca para a Cris entregar uns livros. Aí eu fiquei chocada de novo, porque quem é que lê livro em biblioteca no Brasil nos dias de hoje né? Pelo menos na minha cidade, não existe nenhuma biblioteca, e quando existe, tem um acervo bem defasado e em más condições. A biblioteca era linda, super moderna e lotada de gente! Muitos livros e FILMES, desde os clássicos até os atuais! Chega bateu a saudade de NY já naquele instante, porque quem me dera ir toda semana num local como esse pra me divertir.

Ah, e uma coisa super bonitinha que aconteceu um pouco antes de chegamos na biblioteca: A Cris me levou em uma loja de souvenirs super baratinha e enquanto eu comprava, o Lukinha ficou olhando os bonequinhos que lhe agradavam. Depois de sairmos da loja, uns 3 quarteirões depois, o Lukinha insistiu que tinha esquecido o bonequinho que tinha ganho no Burger King lá na loja. Ficamos meio sem fé achando que ele poderia ter deixado cair em outro lugar, mas ele insistiu e nós voltamos lá. Acreditam que o boneco estava no EXATO LUGAR que ele estava descrevendo? Ele é muito inteligente, uma fofura! Fiquei muito apaixonada por esse pequeno. Além de inteligente, super educadinho. Que saudades.

 

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Tive que ir embora para arrumar as minhas malas, mas um pouquinho do meu coração ficou com os dois. Muito obrigada pelo passeio incrível e pela atenção. Já estou com saudades e certamente voltarei à Astoria não só para umas comprinhas mais baratinhas, como também pra visitar esses dois fofos que me trataram com todo o carinho!”


Cynthia Campello

 

Gostaram? Eu adorei! Foi um prazer enorme conhecê-la e o Lukinha adorou a nova tia dele 🙂 ❤

Para quem quiser conhecer um pouquinho mais da Cynthia, pode seguir o blog dela: https://blogdacyn.wordpress.com/author/cynthiacampello/

A Experiência de ter um Filho em Nova York – parte 1

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Olá Pessoal!

Esse é um tema que estou para escrever faz tempo e só agora criei coragem 🙂 (não porque é um assunto que ainda me incomode, mas sim porque sabia que o papo seria longo). O meu objetivo com esses posts é contar como foi a minha experiência como grávida aqui, como o sistema de saúde funciona e, espero com essas informações ajudar alguém que precise de alguma luz em relação ao assunto.

Esse tema será dividido em 3 posts: um contando a experiência da minha primeira gravidez e o tratamento que eu recebi aqui por parte dos médicos, o segundo é sobre a gravidez do Lukinha e o terceiro é para contar sobre o parto. Então senta que lá vem história 😉

Decidi que queria engravidar em 2010 (assim que conseguimos o visto O-1 e O-3). Eu já estava com 34 anos e não queria demorar muito para ter o Lukinha (sim, eu já dizia que ia ter um menino e que seria Lukinha quando ainda namorava o Uka). Começamos o processo de “fabricação” e logo descobri que estava grávida. Primeiro fiz o teste de farmácia e no dia seguinte fui no Planned Parenthood Office (http://www.plannedparenthood.org/about-us/local-state-offices). Lá, eu também fiz o teste (gratuitamente) e foi confirmado: estava GRÁVIDA! O baby estava previsto para nascer no dia 2 de fevereiro de 2011 (dia do aniversário da mãe do Uka).

Estávamos morando no Brooklyn (Dumbo/Fort Greene) e optamos por uma clínica que ficava a 2 quarteirões de casa. Nessa época, eu não tinha plano de saúde e aqui não existe essa coisa de SUS: chegou e foi atendida gratuitamente. Contudo, quando você está grávida, qualquer que seja a sua condição imigratória, você pode se inscrever para conseguir um plano de saúde pago pelo governo (afinal, você  dará a luz a um cidadão americano). Esse plano cobre o pré-natal, parto e deixa de funcionar 3 meses após o parto.

Desde o início, não fomos bem tratados pela equipe médica do local escolhido para o pré-natal. Chegaram a dizer que o meu marido tinha clamídia e que tinha passado para mim. Ele foi ao médico da mesma clínica e o mesmo disse que a minha médica era louca. Como éramos muito ingênuos quanto a essa questão de saúde aqui nos EUA (e era mais fácil aquela clínica) optamos por continuar lá.

Contudo, na minha segunda consulta, enquanto ainda estava na sala de espera, percebi que algo estava errado. Fui ao banheiro e vi que estava começando a sangrar. Comecei a chorar e durante a consulta, a médica disse que era normal e, que se fosse para eu ter um aborto espontâneo (miscarriage) é porque meu bebê teria um problema e meu organismo estava no processo normal de “expelir” o embrião. Saí completamente arrasada de lá e decidida a procurar outro hospital. Isso era uma terça-feira.

Na quarta-feira, vi que o sangramento aumentou e fui a outro hospital (ainda no Brooklyn). Demorei para ser atendida e NÃO ME DERAM REMÉDIO NENHUM durante a minha estadia no PS. Tiraram meu sangue e fizeram um ultrasom. Me perguntaram de quantos meses eu estava (nessa época eu estava de 8 semanas, conforme aquela primeira clínica) e o médico disse que eu não deveria estar nem de 5. Me liberaram SEM DIAGNÓSTICO (um possível início de miscarriage) e nenhum remédio.

Passei a quinta-feira de repouso e na sexta decidi ir novamente ao mesmo pronto-socorro, pois o fluxo tinha aumentado consideravelmente. Novamente, a mesma coisa: nada de remédio e mais um ultrasom. Eu me lembro de estar revoltada, já que no Brasil os médicos costumam costurar o colo do útero das mulheres para que elas não percam o bebê. Hoje penso que talvez se eu estivesse fazendo tudo particular talvez o desfecho fosse diferente…mas também não posso ter certeza disso.

No sábado, passei o dia novamente de cama, com um fluxo aumentado e aí realmente entrei no processo espontâneo de expelir o embrião. Foi uma experiência terrível, principalmente porque eu estava em casa sozinha com o Uka e não queria voltar ao hospital no qual estavam me tratando tão mal.

Quando já era umas 10 horas da noite, decidimos ir a um TERCEIRO hospital do bairro. Este hospital era maior do que os dois primeiros e PARECIA mais bem equipado. Novamente, dei entrada no PS e o médico atestou que eu realmente tinha tido um aborto espontâneo. Precisei fazer exame de sangue (até aí eu já tinha contado 12 picadas nos meus braços), estava fraca, chorando muito e revoltada pelo tratamento que eu tinha recebido naqueles últimos dias. Me lembro do atendente (muito fofo) tentando me confortar e dizendo que ele havia passado por algo semelhante com a noiva dele, mas que ela tinha perdido o baby com 8 meses e que tiveram que fazer o parto para tirar o filho deles. Claro que isso é pior do que perder no início da gravidez, mas nem por isso essa história fez com que eu me sentisse melhor.

O médico me encaminhou para a curetagem (eu nessas alturas estava com uma dor insuportável) e me mandaram para outro andar. O local estava um caos, me colocaram numa sala e fizeram a curetagem SEM ANESTESIA OU QUALQUER ANALGÉSICO (apesar de eu ter pedido mais de 4 vezes). Eu via estrelas toda vez que a médica colocava a mão em mim e eu só queria sair correndo de lá e voltar logo para a minha casa.

Eu me lembro de ter passado o domingo e a segunda descansando para na terça-feira voltar as minhas atividades (já que as contas chegavam e não havia mais nada que eu pudesse fazer).

A minha médica disse que depois de 3 meses eu poderia tentar novamente, mas que ela me aconselhava tentar após os 6 meses, para ter mais certeza de êxito. CLARO que eu não queria esperar 6 meses e, aos 3 meses, a médica  (outra) me liberou para tentar novamente.

Estava super feliz e esperançosa de que eu teria mais uma chance 🙂

Marquei minha passagem para ir ao Brasil buscar meu visto e dias antes da viagem minha menstruação desceu. Fiquei chateada (já que da outra vez foi tão rápido o processo) mas decidi que aproveitaria a viagem e voltaria descansada para tentar novamente (nesta viagem, eu estava indo sozinha).

Cheguei no Brasil (em SP), fui fazer faxina na casa onde eu morava (era a casa da minha avó) e organizar todas as minhas coisas que ainda estavam lá. Fiquei sem comer direito os 4 dias em que estive lá, peguei muito peso e fiquei um caco de cansada.

Peguei o avião para Fortaleza (onde minha família mora atualmente) e, logo nos primeiros 10 minutos, com o calor que tava fazendo dentro da aeronave, eu comecei a passar muuuuito mal. O negócio foi tão sério que eu tive que voar de SP a Fortaleza sentada na cadeira da comissária, pois era de instante a instante indo ao banheiro para aliviar um enjôo que apareceu do nada. Até o comandante saiu da cabine e veio falar comigo para saber o que estava acontecendo. Agora, a vergonha que eu passei foi homérica: nesse dia, o avião estava cheio de psiquiatras indo de SP para Fortaleza pois haveria o Congresso Brasileiro de Psiquiatria lá. Váaaarios dos meus ex-chefes estavam nesse vôo. Eu me achei pagando um micão (porque eu não sabia o que estava acontecendo comigo) e estava morrendo de vergonha. Chegamos em Fortaleza e eu estava tão mal ainda que foram me buscar na aeronave de CADEIRA DE RODAS. Sim, isso mesmo! Eu não tinha forças para andar. Minha mãe disse que quando me viu, eu parecia uma folha de papel de tão pálida que eu estava.

Para encurtar a história (se é que isso é possível), depois de DEZ DIAS da minha chegada a Fortal, ainda passando mal e minha mãe achando que era tudo psicológico, decidi fazer o exame de sangue e o ultrasom e… SIM: eu estava grávida de quase 6 semanas 🙂

Lukinha estava vindo aí ❤

Post de Convidada: Minhas Aventuras Por NY by Xênia Tavares

Olá Pessoal,

 

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Esse é mais um post de uma convidada da nossa página do Facebook contando sobre uma experiência dela aqui em NY 🙂  Essa é a nossa página: https://www.facebook.com/viajantesemmala

A Xênia Tavares (autora desse post) já visitou NY três vezes e disse que tem várias histórias para contar. Essa a seguir aconteceu na primeira viagem dela a cidade.

“Em janeiro de 2000 eu tinha 15 anos e fui com um grupo para NY pela primeira vez para fazer curso de sapateado e ballet. Chegamos muito cedo no hotel, o que impediu de subirmos direto para o quarto, portanto, fizemos o check in e fomos andar pela cidade para fazer hora. A academia de dança onde faríamos o curso era bem em frente ao hotel (Steps On Broadway). Na travessia para a academia, pisei em um restinho de gelo da neve do dia anterior e adivinha?!!! Levei um tombo gigante, no meio da rua, no meu primeiro dia de NY!

Fiquei tooooooda molhada. Ok. Fiquei sem graça mas, vida que segue…

Quando subi na academia, fui me secar atrás de um telefone público para ligar para a minha mãe e avisar que cheguei. Papo vai e papo vem com minha mãe, só escuto uns burburinhos: “olha, o Mikhail Baryshnikov!!!” Eu, como uma tonta, enquanto conversava, fui procurar em um monte de fotos de professores expostas nas parede. Imagina se eu ia imaginar que ele estaria lá!!!

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De repente, o próprio Baryshnikov em carne e osso surge fazendo aula na sala em frente ao orelhão que eu estava!!

SURTEI!!!!

Larguei o telefone, deixei minha mãe falando sozinha e fui correndo pra babar ele fazendo aula!!!

Quando o cara sai da sala, eu de tão afoita e maluca, esbarrei no porta níquel que tava na mão dele. Imagina a cena: voou moeda pra tudo quanto foi lado!!! Hahahha que vergonha!!

Pedi desculpas mega sem graça, ele deu um sorriso amarelo e foi embora.

Fui zoada pelo resto da viagem!!!”.

Acho que se isso tivesse acontecido comigo, eu também me sentiria do mesmo jeito. Uma coisa interessante em NY é que você esbarrar em alguém famoso não é algo difícil. Como a grande maioria não anda com um milhão de guarda-costas, pode ser que você já tenha esbarrado em algum em alguma visita em NY e nem tenha percebido 😉

Para quem não conhece o bailarino que ela citou, segue aqui as informações:

 http://en.wikipedia.org/wiki/Mikhail_Baryshnikov

Eu particularmente me lembro muito dele no clipe da música: “Say You, Say Me”, do Lionel Richie (putz, acho que entreguei a minha idade…rs)

(https://www.youtube.com/watch?v=we0mk_J0zyc)

Convidada da Viajante: Doze Peças da Broadway by Rebecca Celso

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Olá Pessoal 🙂

O nosso post de hoje foi escrito pela Rebecca Celso, que gentilmente se ofereceu para escrever um texto contando sobre a Broadway 😉

Segue o texto na íntegra (sem nenhuma alteração):

“DOZE SHOWS DA BROADWAY…

… no mesmo ano? É, na média, deu um por mês. E eu nem moro nos Estados Unidos!
A maioria das pessoas está começando a descobrir o teatro musical agora. Muitos detestam e acham brega. OK – eu sou brega. Adoro musicais, desde criancinha. Aliás, estou no processo de começar a escrever meu primeiro musical. Então baixo e leio scripts de musicais, ouço CDs de musicais e vejo muitos, muitos musicais mesmo. Em 2014 resolvi chutar o balde e viajei duas vezes para New York, indo ao teatro praticamente todos os dias que estive lá. O resultado? Uma dúzia completinha de shows assistidos na Broadway (e tenho os programas para provar).
Começando pelos que não estão mais em cartaz, e ainda por cima, por uma peça que nem era musical: “Of Mice and Men” (Ratos e Homens, na tradução brasileira) é um clássico do americano John Steinbeck, um dos maiores romancistas do século XX. Contava a história da amizade entre o esperto George e o infantil – e eu diria quase autista – Lennie… mas, enfim, era um espetáculo de teatrão mesmo. O que me fez correr e comprar o ingresso, fora a oportunidade de assistir a uma encenação de Steinbeck na língua original, foi o elenco estelar: James Franco (“127 Horas”), Leighton Meester (“Gossip Girl”) e meu querido Chris O’Dowd (“Missão Madrinha de Casamento”, na falta de uma referência melhor), que arrasou como Lennie! A multidão se aglomerava todos os dias na saída do Longacre Theatre para ver passar o James Franco (especialmente jovenzinhas apaixonadas pelo galã. Acho que a maior parte nem via a peça). Valeu a pena? Sim, claro. Mas certamente as agendas hollywoodianas do trio principal não permitiram que a temporada fosse muito longa.
Outro que saiu de cartaz (mas este eu acho que ficou bastante tempo) foi “Bullets over Broadway”, escrito por Woody Allen. Uma fofura de espetáculo, com números de sapateado, gângsters, coristas de biquíni, letreiros luminosos, plumas, tudo aquilo que se imagina num musical tradicional. Me parece que não foi um grande sucesso, principalmente considerando os 14 milhões de dólares da produção, mas eu recomendaria a quem quisesse um entretenimento leve e gostoso. Em todo caso, o filme (“Tiros na Broadway”, de 1994) pode ser visto por quem quiser conhecer a estória.
No mesmo teatro (St. James Theatre) agora, tem – só até dia 04/01 – o revival de “Side Show”. A inacreditável história real das gêmeas xifópagas Daisy e Violet Hilton, que fizeram carreira artística nos anos 30, é vivida por duas atrizes supercompetentes (Emily Padgett e Erin Davie). O elenco todo, para falar a verdade, é um show à parte e interpreta números preciosos. Cenários e figurinos também são lindos. É difícil ter que dizer que este foi o musical que menos me arrebatou na minha “temporada 2014″… Explicarei em outro post.
Por falar em janeiro, um espetáculo que não vai encerrar a temporada nesse período, e sim trocar pela terceira vez de protagonista, é “Hedwig and The Angry Inch” (prêmio Tony de melhor revival de 2014). Com apenas dois atores e uma banda em cena, eu o classificaria de ópera-rock. Narra, em primeira pessoa, as aventuras fictícias de uma compositora transsexual da Alemanha Oriental. Assisti em julho com Neil Patrick Harris (de “How I Met Your Mother”). Depois disso, suas plataformas douradas calçaram o ator Andrew Rannells, estando agora nos pés do “Dexter” da televisão Michael C. Hall, e – daqui a poucos dias – devem voltar para o próprio autor da peça, John Cameron Mitchell, o(a) Hedwig original dos palcos e das telas. Vale a pena para quem curte um som e um visual mais pesado de ‘glam rock’ dos anos 80. E é muito importante acompanhar as falas e letras de música, ou corre-se o risco de não entender nada.
Ainda na categoria dos melhores revivals, tive a graça de ver “Pippin” (que ganhou o Tony em 2013). Uma festa de encher os olhos com príncipes, reis, bailarinas, malabaristas, e um enredo de amor fofo. Este vale para levar crianças maiores – porque, sinceramente, as pequenas não têm estrutura para acompanhar uma peça de duas horas e meia, sentadinhas, quase direto – lembrando que menores de 4 anos não são permitidos no teatro; além do quê, todos pagam ingresso inteiro. Vale também para quem gosta de observar bastidores de teatro: a precisão das mudanças no palco é algo impressionante.
Crianças de todas* as idades (em especial as meninas) vão amar “Cinderella” de Rodgers e Hammerstein. É o conto clássico da princesa, com valsas, vestidos de baile e carruagens de abóbora. Mas não se engane, você adulto(a), há detalhes que ninguém espera nesta versão da estória. Preste muita atenção às trocas de roupa da protagonista e da fada madrinha, e me conte se descobrir como são feitas.
(* De novo, o teatro só aceita a entrada de espectadores a partir dos 4 anos de idade.)
Talvez eu tenha mesmo algum assunto não resolvido na infância, porque o musical que mais me impressionou neste ano foi “Matilda”. O livro, conhecidíssimo pelas crianças americanas, é do mesmo autor da Fantástica Fábrica de Chocolate (Roald Dahl). A personagem principal é uma garotinha de 5 anos (as miniatrizes que se revezam no papel são um pouco mais velhas, claro), e o adjetivo “extraordinária” aqui faz todo o sentido… Matilda coloca os adultos em seu devido lugar. Destaque master-blaster com cinco estrelinhas para o elenco infantil. Coreografias, cenário, figurinos, efeitos especiais, interpretações, é tudo primoroso! Mas acompanhar a estória em inglês faz uma grande diferença.
Quem se vira bem no inglês pode também curtir a comédia “A Gentleman’s Guide to Love and Murder”. Com uma trama divertida e cheia de personagens extravagantes – os herdeiros da família D’Ysquith -, ganhou o prêmio Tony de melhor musical de 2014. Jefferson Mays (por motivos óbvios a quem for assistir a essa peça) foi eleito o melhor ator do ano na mesma premiação.
Outra comédia, e essa está fazendo sucesso há anos, é “The Book of Mormon”. É uma sátira escrachada à religião, dos criadores do desenho South Park (um campeão do gênero politicamente incorreto). Se achar que não se deve fazer piada com alguns assuntos, não vá. Simples assim. Mas eu adorei! Ganhou o Tony de melhor musical de 2011.
A história de Frankie Valli e os Four Seasons (aquele grupo vocal dos anos 60-70) está retratada em “Jersey Boys” (considerado o melhor musical de 2006). A peça, aliás, foi que deu origem ao filme dirigido por Clint Eastwood este ano. Levei meus pais. Após assistirmos às duas versões, concordamos que a dos palcos é melhor. Prepare-se para dançar na cadeira, mesmo que você não tenha vivido na época do grupo.
Um que começou temporada há pouco, mas está bem recomendado, é “The Last Ship” – composto por Sting com base em suas memórias no litoral da Inglaterra. A trama é envolvente e as músicas são belíssimas, em alguns momentos remetendo ao som da banda The Police e, em outros, apresentando uma sonoridade mais típica de teatro musical. O bônus fica por conta do próprio Sting, que lidera o elenco até o próximo dia 24/01. Meu bônus pessoal foi conseguir, aos 45 minutos do segundo tempo, uma pulseirinha para entrar na sessão de autógrafos do CD, com o compositor e seis dos atores principais. Sim: eu ganhei um sorriso, um apertinho de mão e um autógrafo do Sting!
Agora, quem quiser ver o musical mais clássico dos clássicos não pode perder “Les Misérables”… uma peça inteiramente cantada, contando a estória (do livro de Victor Hugo) de Jean Valjean na França do século XIX. Está em cartaz desde 1987, quase sempre lotado. A nova montagem tem cenários em projeção 3D, o que dá uma dimensão diferente a algumas cenas. Já assisti oito vezes e me emocionei em todas. O ator/cantor Ramin Karimloo é um fenômeno, e leva o personagem do início ao fim com uma energia constante.
Como disse antes, sou uma apaixonada pelo gênero. Espero ter dado dicas interessantes, e não só para os loucos como eu.
De um modo geral, todos os ingressos são bem caros (e criança não paga meia!), mas eles podem ser comprados, no dia da apresentação, com um bom desconto nos centros da TKTS, em três localidades de NY. Ou então, com cupons distribuídos na rua e em sites como Playbill, Theater Mania e Broadway Box (cambista nem pensar, alguns chegam a cobrar 1000 dólares por uma entrada!). É só ficar esperto, que dificilmente se paga o preço cheio”.
Eu adorei o texto. E vocês? Comentários são sempre bem-vindos e, por isso, aguardo o seu 😉
PS: Segue abaixo uma lista com os links das peças citadas pela Rebecca