E lá se foram 13 anos…

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Onze de setembro de 2001. Uma terça-feira e dia de supervisão de clínica. Consigo me lembrar exatamente aonde eu estava quando ouvi pela primeira vez a notícia de que um avião havia batido em um prédio comercial em NY. Por um momento, parei para pensar onde meu pai estava. Sabe aquele gelo na espinha por pensar que você perdeu um ente querido? Pois é, isso aconteceu comigo. “Ah, ele está em férias!”, logo veio a resposta em minha mente e continuei meu trajeto até o hospital São Paulo, precisamente para o Departamento de Psiquiatria da UNIFESP. Cheguei lá e minha orientadora estava em pânico: haviam ligado a TV e estavam todos a postos em frente a ela e especulando o que havia acontecido. Foi nesse momento em que assistimos um outro avião chocando-se com a segunda torre. Foi uma gritaria e, logo em seguida, um silêncio tomou conta do ambiente. Como assim um segundo avião atingiu a torre vizinha?! Isso não pode ser apenas um acidente. Após vermos toda essa fatalidade, ninguém conseguiu conversar sobre paciente nenhum: passamos a próxima hora especulando sobre o que estaria acontecendo e quais as suas consequências para a vida de todos.

Nessa época, eu já havia começado os meus estudos em PTSD (Posttraumatic Stress Disorder), no Brasil conhecido como TEPT (Transtorno de Estresse Pós-Traumático) e a maioria dos estudos publicados tratavam de veteranos de guerra e de abuso sexual. No Brasil, o TEPT ainda era diagnóstico desconhecido de muitos profissionais de saúde. Fui para uma aula em outro departamento e, chegando lá, também me deparei com a tv ligada e as pessoas com os olhos vidrados nela. Ouvi a seguinte gracinha: “A Cris estava procurando por alguns sujeitos para a pesquisa dela e foi ela que mandou os dois aviões para lá”. Piada de mal gosto, mas todos riram.

Nessa época, eu nem imaginava que um dia viajaria para NY e, muito menos, que eu moraria aqui.

Tenho certeza que, qualquer pessoa é capaz de dizer o que estava fazendo ou como se sentiu nesse dia. Esse é o tipo de tragédia que fica guardado e não tem como apagar.

Eu não perdi ninguém em decorrência desse evento, mas vivendo em NY, não é difícil conhecer alguém que perdeu alguém (familiar, amigo, vizinho, conhecido) ou que conhece alguém que sobreviveu ao que aconteceu naquela terça. Essa é uma ferida que nunca será cicatrizada no coração dos americanos. NUNCA faça nenhuma brincadeira com isso, pois estará mexendo em um vespeiro. Muita gente veio a falecer de doenças decorrentes do 11 de setembro, principalmente de câncer de pulmão, em decorrência da poeira aspirada naquele dia.

Ao passar em frente a qualquer batalhão dos bombeiros, é possível ver um quadro com fotos dos bombeiros que morreram salvando vidas. Cada prédio desses possui a sua forma própria de homenagear.

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Todo ano, no local onde as duas torres existiam, ocorre uma cerimônia para os familiares das vítimas e é feita a leitura do nome de todas as pessoas falecidas (não só nas torres, como também dos aviões da Pensilvânia e no Pentagono).  Essa cerimônia é transmitida pela tv e eu sempre fico com olhos cheios de água nesse momento. Apesar dos 13 anos passados, para mim parece que foi ontem. Hoje não foi diferente 😦 😦 😦

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Tenho que confessar que eu não gosto de passar por aquela região. Muitos corpos nunca foram encontrados e eu acho a atmosfera do lugar muito pesada. Já visitei o memorial, mas ainda não visitei o museu.

Há muitas teorias de conspiração para explicar o que aconteceu naquele dia e acho que nunca ao certo vão descobrir (ou poderia dizer, REVELAR).

E você, como foi a sua experiência nesse dia? Conta aqui para a gente!

De Onde Surgiu o Nome VIAJANTE SEM MALA?!

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Pois é! O blog e a página do VIAJANTE SEM MALA no facebook estão crescendo 🙂 Estou muito feliz com isso, pois gosto de compartilhar um pouquinho da minha vida aqui em NY e da minha experiência com produtos e serviços dessa cidade que se tornou o meu LAR.

Algumas pessoas já nos perguntaram o motivo da escolha do nome VIAJANTE SEM MALA e eu prometi que escreveria um post contando como o nome surgiu.

Vamos voltar agora para o ano de 2007, mais precisamente para o mês de julho: esse foi o mês em que eu me mudei para a India, para morar com a minha família por um tempo e ajudar minha mãe e irmã com a mudança (já que meu pai tinha que trabalhar e não tinha tempo para ajudá-las com a adaptação).

Foi muito difícil esse período no qual eu vivi lá, pois vi coisas que possivelmente como turista não teria visto e, queria compartilhar isso com os meus amigos. Ficava muito difícil escrever a mesma coisa para todos e não queria ficar num esquema de e-mail recorta-cola mensagem. Foi então que me sugeriram criar um blog no qual eu pudesse colocar as fotos de lá e escrever sobre esse período no qual eu estava passando.

A idéia do nome surgiu assim: pensei em VIAJANTE SEM MALA porque queria escrever minhas reflexões e impressões sobre o lugar (“viajar na maionese”) mas não queria que o blog ficasse com cara de “blog de viagem”. Não era essa a minha intenção. E ainda hoje não é! Por isso não me considero um blog de viagens e também não quero transformá-lo em um 😉

O blog, nesse período no qual estive na India, serviu como uma válvula de escape para aguentar aqueles penosos dias lá (sim, foi um período muito traumático para mim). Como havia uma diferença de mais de 8h para o Brasil, era sempre legal ir dormir e acordar com vários recadinhos dos amigos nos posts que eu escrevia.

Depois que me mudei para NY, o blog acabou ficando de lado e assim ficou por, pelo menos, uns 3 anos.

Quando decidi sublocar o quarto para pessoas advindas dos anúncios do facebook, fiquei usando minha página pessoal. Depois de um tempo, percebi que não estava funcionando muito bem e, para ficar mais profissional, decidi abrir um perfil no facebook e usei o nome do meu antigo blog. Depois do perfil, decidi voltar a usar o blog, pois ficava mais fácil mandar os links dos posts escritos para quem tinha interesse nos nossos serviços e/ou queria dicas que já haviam sido publicadas. Por fim, uma página no facebbok foi criada e é lá que os posts desse blog são publicados também.

Sei que esta revelação acaba com a fantasia de muita gente sobre o nome…rs. O Uka mesmo afirmou um dia que quando escuta o nome VIAJANTE SEM MALA ele imagina alguém que “viaja sem raízes e que não quer criar raízes em lugar nenhum”(sic). Bom, eu já criei raízes aqui em NY e, atualmente eu acho o nome VIAJANTE SEM MALA a cara daqui ❤ ❤ ❤

Escrever para o blog me dá muito prazer e eu gostaria de ter MAIS TEMPO para me dedicar a ele. Quem sabe eu ainda consiga, não é?!

Espero que tenham gostado e fiquem à vontade para deixar um comentário! Até a próxima, galera!

Minha experiência: Black Friday & Cyber Monday

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(Fonte da foto: www.foxbusiness.com)

De tanto as pessoas me perguntarem se vale mesmo a pena viajar para NY no período do THANKSGIVING (para pegar o Black Friday), decidi contar um pouquinho a minha experiência com a data. Aí, vocês podem tirar a conclusão de vocês 😉 Vale ressaltar que esta minha experiência é de NOVA YORK.

Meu primeiro ano de Black Friday foi em 2007. Ainda estava CRUA no assunto e decidi me aventurar nas compras. Na época, fui com um amigo que tinha carro e, por isso, achei que seria tudo mais fácil, já que o meu objetivo era comprar uma tv de 42″. Quem já participou deste tipo de evento, sabe que as lojas colocam alguns preços bem mais baixos e que também disponibilizam POUCOS PRODUTOS. Logo na fila, já vi gente fazendo as contas do número de pessoas e o que elas planejavam comprar. Um dos homens fazendo isso tinha papel e caneta e estava anotando para ver se valia a pena ou não passar frio  para comprar o produto desejado. Esse em questão queria comprar um laptop da Sony e, pela contagem dele, não ia dar 😦 Já perto do horário de abertura da loja, começamos a receber uma senha dos funcionários, a fim de tentar conter os fura-filas (mal sabiam eles que os próprios clientes também já haviam feito isso…rs).

Na hora em que a porta abriu, foi correria, gente caindo e, confesso que fiquei com medo. Vi gente se jogando em cima dos produtos e gente brigando para ver quem ia levar a última peça. Achei muita muvuca e acabei voltando sem a minha TV.

Depois de um ano morando aqui e acompanhando os preços, comecei a ver que, PARA MIM, não valia a pena enfrentar frio e fila para fazer compras. Quem realmente quer comprar coisas grandes acaba ACAMPANDO em frente a loja para garantir o produto: costumam levar a família e já vi até gente fazendo mapas, pois sabiam aonde os produtos estavam. O negócio é organizado 😉 🙂

Eu tenho a minha listinha de produtos que eu quero comprar e passo o ano pesquisando. Como aqui as coisas não mudam muito de preço isso facilita a nossa vida. Também tenho a vantagem de estar sempre visitando lojas com as clientes e, por isso, tenho uma média de valores e é por eles que me guio.

Como eu faço as minhas compras no THANKSGIVING/Black Friday: basicamente ONLINE e, se possível, com store pick up. Ano passado, fui até a Toys R Us (aqui do meu bairro) comprar algo para o meu filho, mas eu sabia que os melhores produtos iam estar indisponíveis (pude comprovar isso). Eu deixei para ir no sábado, pois a promoção que eu queria estava nesse dia. Muitas lojas estão dividindo as promoções por dias, assim eles conseguem agarrar um número maior de consumidores.

No ano passado (2013), a Macy’s, pela primeira vez em sua existência, abriu as suas portas para o Thanksgiving/Black Friday. Eles abriram a loja ainda no Thanksgiving, as 20h. Estranho, né? Eles são os responsáveis pela parada do Thanksgiving na cidade e não abriam a loja.

A cada ano, as lojas abrem as suas portas mais cedo e também, fazem mais publicidade sobre a data.

O Cyber Monday (que muita gente não conhece) é a segunda-feira de compras online. No ano passado, também aproveitei para comprar nessas promoções (que são um pouco mais “tímidas” do que as do Black Friday, mas ainda sim valem a pena).

Para tentar responder a pergunta inicial que era se valia a pena ou não, segue a minha resposta: para mim, não vale a pena enfrentar fila e, SIM, dependendo do produto, vale a pena esperar para comprar (ONLINE) nessa época. O importante é ir acompanhando os preços no decorrer do ano para, quando chegar esse período, decidir se vale ou não a pena a compra. Caso a pessoa se arrependa, vi algumas lojas que tinham essa política de NÃO DEVOLVER determinados produtos (principalmente aqueles mais baratos). Fique de olho nesta política de devolução nessa época do ano porque ela muda e ela pode ser específica para certos produtos sendo vendidos.

Ah, vale apontar outra coisa: comprei coisas online e coloquei para store pick up, mas recebi o produto depois de 10 dias, pois eles estavam indisponíveis na loja (apesar do site dizer que havia no estoque). Como eu não estava com pressa, para mim não teve problema.

Para quem vem para a cidade LOGO APÓS o Black Friday, talvez seja possível também aproveitar esse período e colocar o produto para store pick up para depois só ir buscar. A Best Buy costuma dar um período maior de tempo de busca. A Toys R Us acho que dá apenas 3 dias (o que eu considero pouco 😉 ).

E você, qual foi a sua experiência aqui em NY nesse período do ano? Conta aqui para a gente 🙂

As filas são gigantes!!!

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(Fonte da foto: www.stumbleupon.com)

Esta é a loja da Best Buy que fica aqui perto de casa

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(Fonte da foto: www.qchron.com)

Summer Movies em Nova York

O verão em NY é muito bem aproveitado pelos moradores e turistas: a cidade oferece uma gama de atrações e MUITAS DELAS são gratuitas. Uma das atrações disponíveis são os filmes nos parques: semanalmente, cada local apresenta a uma sessão gratuita de cinema ao ar livre. Um sonho, não é?

Eu já fui muito ao Bryant Park nestas sessões e ontem, pela primeira vez, eu fui ao parque mais perto de casa: o ASTORIA PARK. Vou contar um pouquinho como foi a minha experiência ❤

Todas as segundas-feiras, a partir das 20:30, começa a sessão de cinema. Ontem chegamos por volta das 19:00 e encontramos um volume considerável de pessoas dispostas pelo gramado. Preferimos ficar ao lado de uma árvore, pois estávamos com o carrinho grande do Lukinha e não queriamos tirar a visão de ninguém com ele.

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Antes de chegar ao parque, passamos em um supermercado e compramos coisas para comer: salgadinhos, sucos, a pipoca do Lukinha, etc. Lá no parque, vi famílias que chegaram a abrir uma mesa e colocar um monte de comida em cima dela. Muita gente preferiu levar pizza (era um tal de ver gente carregando as caixinhas para cima e para baixo). Posso garantir que ninguém morreu de fome.

Vimos muitas crianças e cachorros por lá. Lukinha chegou e logo foi brincar no parquinho a poucos metros de onde estávamos. Ele só voltou na hora em que o filme havia começado. Antes de ir brincar, é claro, decidiu abastecer o “barrigão”.

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Quando o Lukinha saiu, eu aproveitei para dar uma descansada e bater um papinho com o nosso hóspede. Sim, claro que convidamos ele para ir conosco. Pergunta se ele gostou…AMOU!!! Ah, também aproveitei para tirar umas fotos do parque.

Lukinha vai passear e a gente tenta descansar um pouquinho até a ferinha retornar 😉

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O filme que estava passando era um beeeeeem velhinho chamado DIRTY DANCING. Tenho que confessar que é um dos meus filmes preferidos e que eu estava muito emocionada em assisti-lo assim, ao ar livre, pela 265344253 vez 🙂 Acabei me lembrando bastante da minha adolescência e do quanto era bom assistir a este filme rodeada de amigos.

Bom, o filme começou e o local estava LOTADO!!! Eu não sei de onde saiu tanta gente. Vale ressaltar que o local estava sendo vigiado por policiais atentos dos dois lados. Até a hora que eu estive por lá não vi nenhum incidente. O mais importante destacar aqui é que nestes eventos é PROIBIDO BEBIDA ALCÓOLICA. Essa proibição fez com que eu ficasse mais tranquila em levar o Lukinha. Também não vi ninguém fumando ou usando drogas. Estava um ambiente bem familiar e a platéia estava bem animada. A primeira cena em que o Patrick Swayze entra… a platéia foi ao delírio e aplaudiu. Senti como se estivesse no teatro. As cenas engraçadas também tiravam gargalhadas da platéia. Tinha um grupo de senhoras que estavam muito animadas e na cena em que o Patrick Swayze aparece sem camisa, uma deles soltou um gritinho tão alto que a platéia riu DELA…rs

Para mim, foi tudo um momento mágico, pois foi um passeio despretensioso, barato e que todos aproveitaram. Infelizmente, não fiquei até o final (a melhor parte do filme), pois o Lukinha pegou no sono faltando uns 25 minutos para o final e eu fiquei com dó dele. Isso porque ele costuma dormir perto da meia-noite e ainda era 21:35. Lei de Murphy ao cubo!!!!

Vários parques oferecem filmes e para saber a programação do seu parque preferido, é só clicar neste site, pois eles tem uma lista de filmes com datas e locais: www.nycgo.com

Caso não encontre o local desejado, é só buscar no google o nome do local e as palavras “summer movies NY”. Tenho certeza que dentro das várias opções, alguma agradará 😉

Como o próprio nome diz, esses filmes só são exibidos durante o verão. Mas não se preocupe, nas outras estações do ano há atrações bacanas também 🙂

E você, já assistiu a estes filmes? Gostou? Conta aqui para a gente 😉

Inspeção Sanitária Nos Restaurantes em NY

Nova York é uma cidade conhecida não só como um lugar vibrante pela variedade de pontos turisticos a serem visitados, mas também pela sua gastronomia, já que aqui você tem disponível a culinária do mundo inteiro. Um amigo que é chef de um restaurante daqui disse que em um ano, é possível uma pessoa fazer as três refeições diárias sem repetir o estabelecimento 😉 Por isso, o Departamento de Saúde de NY tem um papel fundamental na inspeção desses estabelecimentos, a fim de permitir que as pessoas se alimentem e não corram riscos relacionados a saúde.

Os estabelecimentos que vendem comidas (restaurantes, cafés, lanchonetes, etc) recebem a visita de um inspector da vigilância sanitária de tempos em tempos. Eles vasculham tudo: entram nas geladeiras para ver como está a temperatura dos alimentos (se estão sendo bem armazenados), alimentos vencidos, limpeza do local (incluindo aqui a limpeza dos equipamentos utilizados no preparo dos alimentos, por exemplo), etc. A pontuação está sempre relacionada ao risco à saúde dos clientes. Para cada um destes pontos, eles vão dando notas de acordo com as irregularidades encontradas: na verdade, quanto mais notas o estabelecimento receber, pior para ele. Depois da inspeção, eles somam todos os pontos recebidos durante a inspecção e dão uma classificação final: A, B, C, grade pending (o estabelecimento não foi vistoriado ou ainda precisa de ajustes para receber a nota final). Dependendo do que os inspetores encontrarem, eles FECHAM temporariamente o estabelecimento e colocam um aviso em amarelo explicando o porque eles fecharam.

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 (Fonte da foto: http://www.apronave.com)

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 (Fonte da foto: http://media.wnyc.org/media/photologue/photos)

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(Fonte da foto: http://www.newyork.seriouseats.com)

O que acontece é que alguns dos estabelecimentos que recebem letras B ou C tentam DRIBLAR o aviso e fazem de tudo para disfarçar (as fotos dão um exemplo do que fazem). O lugar é OBRIGADO a estampar a letra logo na entrada do restaurante (e só). Aí, cabe ao cliente decidir se ele quer comer ou não lá. Já vi restaurante colocar essa notificação com a nota em uma moldura. Essas molduras costumam ser usadas para colocar os menus da porta e, por isso, alguns clientes nem percebem a nota. Muito feio isso!!!

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(Fonte da foto: http://www.google.com)

Essa classificação dada pela vigilância sanitária pode mudar, já que os inspectores fazem vistoria de tempos em tempos. Já vi casos onde o restaurante recebeu A e uma semana depois estava com um B na porta (me disseram que um cliente chamou a vigilância sanitária para uma nova inspeção). Eu não vou mentir: se eu vejo uma letra B na porta eu nem entro, principalmente por causa do meu filho.

Para checar qual a classificação que o restaurante que você gosta recebeu, é só acessar esse link do departamento de saúde e higiene mental de NY e colocar o nome do restaurante:

http://www.nyc.gov/html/doh/html/services/restaurant-inspection.shtml

Essas visitas da vigilância sanitária são realmente levadas a sério, principalmente pelos donos dos estabelecimentos. No início de abril deste ano, aquela famosa DOMINIQUE ANSEL BAKERY, conhecida pelos seus CRONUTS, foi fechada pela vigilância sanitária, após um cliente postar na net um vídeo feito dentro da bakery e com um rato passando pelos doces. A loja ficou fechada por 4 dias e muita gente até hoje comenta sobre esse episódio. Muitos amigos americanos que aqui residem dizem que não passam nem perto dessa loja. Isso tudo porque a loja possuia uma avaliação A.

Se você comer qualquer coisa em qualquer estabelecimento espalhado pela cidade e sentir um gosto estranho no produto (por exemplo, um pão doce duro ou com gosto velho), é só ir até o balcão e reclamar. Uma vez, lá no Café Europa da Times Square, uma cliente pediu uma massa folhada e disse que estava com gosto de passado. Fui até o balcão reclamar: fui até o funcionário, expliquei o caso, ele mandou jogar o produto no lixo e escolher QUALQUER UM dos doces do balcão (não importando o valor). Achei uma atitude muito inteligente deles e isso costuma acontecer com uma certa frequência aqui (pelo menos, a minha experiência é essa: reclamei e tive o produto trocado/devolvido e não paguei quando foi o caso).

Sempre que acontecer algo assim, tente falar com o gerente e/ou um funcionário. Caso eles não resolvam o seu caso, você pode fazer uma denúncia sobre um estabelecimento ligando para o número 311.

E vocês, como se comportam em relação a essas notas da vigilância sanitária? Já tiveram algum problema? Conta aqui para a gente 😉

A Minha Experiência: Compras na Loja Century 21

A Century 21 é uma das lojas preferidas dos brasileiros que visitam NY. Sempre recebo mensagens de viajantes que me perguntam sobre essa loja e as mais comuns são: ela vale mesmo a pena? Quantas horas devemos reservar para visitá-la? Quais os artigos disponíveis na loja? Pensando nessas pessoas, decidi escrever sobre a minha experiência e as minhas impressões sobre essa loja.

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(Fonte da foto: http://www.nycgo.com)

Bom, eu tenho sentimentos ambivalentes quanto a ela…rs. Na verdade, meus sentimentos mudam muito de acordo com as compras que eu faço e com a quantidade de clientes nela. Volúvel? Nem um pouco 😉

É possível visitar três lojas na cidade: uma fica em Downtown, outra no Upper West Side (UWS – fica pertinho do Lincoln Center) e a outra fica no Queens (praticamente não há turistas nela). A loja de Downtown é enorme enquanto que a loja de UWS é bem menor, porém esta última é a minha preferida. E eu vou contar o porquê disso: simplesmente porque há menos turistas e isso faz com que haja menos filas e menos pessoas batendo em você. A loja de Downtown até parece uma feira livre: gente batendo em você, largando a cesta de compras em qualquer lugar, um povo gritando/falando alto.

Para quem sabe inglês, vale a pena ler os comentários das pessoas sobre essa loja (ela recebeu só 3 estrelas nesta conhecida página onde as pessoas postam suas opiniões sobre serviços, estabelecimentos e produtos):

 http://www.yelp.com/biz/century-21-new-york

É possível encontrar nessa loja produtos de casa, mesa, banho, roupas masculinas/femininas/infantis, óculos, bolsas, acessórios, sapatos, brinquedos, malas e até chocolate GODIVA (as caixas de bombons são mais baratas nessa loja, mas fique atento, pois a data de expiração deles não é muito longa). Há, no subsolo eles também vendem lembrancinhas de NY bem bacanas 😉

Acho que a dica mais valiosa que eu posso dar sobre essa loja é a seguinte: o estoque deles é de acordo com os produtos que eles conseguem comprar em lotes. Isso significa que o que eles têm disponível é o que está nas prateleiras. Um mesmo produto pode apresentar dois preços diferentes, porque vieram de lotes diferentes. PORTANTO, caso você goste de algum produto, coloque ele na sua cesta de compras e decida-se pela compra na hora em que estiver na boca do caixa. Caso contrário, você corre um grande risco de voltar para pegar o produto e não mais encontrá-lo.

Levo os meus clientes nessa loja e eles gastam facilmente de 2 a 3 horas na loja 🙂

E você, gosta dessa loja? Deixe aqui seu comentário 🙂 😉

Dica de Compra: Panela AIRFRYER, da Phillips

(Post atualizado em 8 de setembro de 2014)

Como eu postei hoje em meu perfil no facebook (https://www.facebook.com/viajante.s.mala) sobre essa panela e algumas pessoas me pediram mais detalhes do produto, decidi escrever um post sobre a tal “panela milagrosa”.

Devo confessar que eu era um tanto descrente em relação a essa panela. Várias clientes minhas compraram essa panela para levar para o Brasil e, eu nunca havia visto a panela em ação: toda a informação que eu sempre recebi foi de sites e de depoimentos de pessoas que estavam mais do que satisfeitas com o produto.

Esta semana fomos comprar com uma hóspede a tal panela: a caixa era enorme e pesada. A panela parece um trambolhão, MAS…ela realmente funciona. Ela foi testada com batata frita congelada e APROVADÍSSIMA!

Vou deixar aqui as minhas impressões dela: a batata realmente saiu sequinha, crocante por fora e macia por dentro. Ficou um pouco difícil de acreditar que ela ficou desse jeito sem um pingo de óleo, porque até o gosto para mim era daquelas feitas no óleo (acho que meu cérebro já se acostumou com a gordura…rs). Lukinha AMOU as batatas e aparentemente não percebeu nenhuma diferença. O mais interessante é que não fica o cheiro de óleo pela casa e você pode fazer outras coisas enquanto a panela faz a parte dela 😉

Usei a panela para fazer sobrecoxa de frango. Tirei a pele, temperei normalmente e coloquei na panela (6 pedaços grandes). Coloquei o tempo sugerido na panela e assim foi. Quando abri a panela, já levei o primeio susto: o frango estava LINDO! Parecia que eu havia feito no óleo (e não coloquei 1 gota de óleo: o único óleo usado foi o do próprio frango e eu não tive que fazer nada quando a isso 😉 ). Virei os frangos e os mudei de lugar. Coloquei novamente um valor aproximado ao sugerido: PRONTO! Ficaram crocantes por fora e molhadinhos/suculentos por dentro. Mesmo depois de frio, o frango ainda estava uma delícia. O melhor de tudo isso foi: NÃO FICOU CHEIRO NO AR e eu não precisei ficar de olho no frango no fogo e pude fazer outras coisas. Para limpar, é só lavar a parte de baixo da panela (nada de ficar lustrando fogão).

Para aquelas pessoas que querem aproveitar melhor o seu tempo (já que você não precisa ficar cuidando da panela) e, ainda de quebra, querem comer de forma mais saudável, este é o produto 🙂

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(Fonte da foto: http://www.bestbuy.com)

Nome do produto: Philips Viva Collection Airfryer HD9220/26

Essa panela é facilmente encontrada nas lojas e a mais barata é vendida a U$199.99 + taxes (impostos da cidade onde vai ser comprada). Dependendo da comida que se deseja fazer na panela, pode ser preciso colocar 1 colher de óleo ou menos. Como ela funciona? O que acontece dentro dela é que circula ar quente. A temperatura é ajustável e, uma vez que se pegue o jeito da panela, você mesmo conseguirá determinar como fica melhor a comida e com qual temperatura. A panela deve ser ligada na tomada e pode ser lavada a cestinha que fica dentro dela (e que é  o local é colocada a comida) em máquina de lavar louça.
E você, já comprou essa panela? Gostou? Conta aqui para a gente 😉

Dica de Compra: Loja Sam Flax

Se você é como eu que ADORA coisas antigas (quando eu digo antigas, eu falo daquelas coisinhas de vó 😉 ), esta é a sua loja: SAM FLAX.
A vitrine da loja parece vitrine de museu: lotada de produtos antigos e uma coisa mais linda que a outra. Inclusive, nessa enorme vitrine eles tem uma prateleira só com coisas da diva AUDREY HEPBURN. Eu até tentei tirar uma foto da vitrine com esse tema no fundo. Será que consegui?!
 
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Para quem quiser conhecer um pouquinho mais desta loja, é só acessar o site: http://www.samflaxny.com/
Segue o endereço deles:
900 Third Avenue (entre as ruas 54th & 55th), New York,  NY 10022 Telephone: (212) 813-6666
E você, já visitou esta loja? Gostou? Conta aqui para a gente 😉
 

Documentário: “When I Walk”

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Ontem assisti a um documentário que me deixou muito emocionada e me fez derramar muitas lágrimas. Por conta dele, passei o dia de hoje o dia pensando sobre como nós, seres humanos, muitas vezes complicamos demais a nossa vida. Claaaaaro que eu sabia que eu TINHA que escrever um post não só sobre o documentário, mas também sobre o app que foi lançado pelo cineasta.

O nome do documentário é: “When I Walk” (procurei, mas não achei o nome do título em português…aliás, não sei nem se ele ja esta disponível no Brasil).

Esse é o trailer do filme:

Bom, a história é de um cineasta americano (Jason DaSilva) que, aos 25 anos de idade, durante uma viagem de férias com a família, passa mal e descobre que é portador de esclerose múltipla (em inglês, MS). Como ele é cineasta, entao decidiu fazer um documentário sobre a luta dele em relação a doença. Não vou me estender mais sobre a história para nao perder a graca do filme.

De alguma forma, o que mais me tocou no filme foi pensar sobre essa questão das pessoas com deficiência. Tenho uma irmã deficiente auditiva e sei o quanto o mundo (e as pessoas) podem ser cruéis às vezes. Nem todas as pessoas são tolerantes com aquilo que é diferente, mas muitas se esquecem que não é porque a pessoa não nasceu deficiente que ela não pode se tornar uma (taí o filme para mostrar exatamente isso).

Para quem quiser conhecer mais sobre o cineasta, é só acessar:

http://wheniwalk.com/about/

Durante o filme, é mostrado a criação de um aplicativo bastante útil para aquelas pessoas que se locomovem utilizando cadeira de rodas. O nome do app é AXS Map (access map). Através dele, é possível rastrear e identificar estabelecimentos comerciais e locais públicos que possuem acessibilidade em NY. Achei esse aplicativo fantástico! A partir das informações obtidas pelo app, a pessoa portadora de deficiência pode se organizar, por exemplo, em relação a onde comer (pois ela saberá que aquele estabelecimento está preparado para receber confortavelmente pessoas como ela).

Esse aplicativo está disponível online ou via mobile web (para Andróides e iPhones). Segue o link: www.axsmap.com

O que mais me deixou surpresa em relação a este tema de acessibilidade é que eu realmente achava que a cidade de NY estava mais bem preparada para isso. Bom, em relação ao Brasil, eu acho que está 😉

E você, já assistiu este documentário? Gostou? Deixe aqui seu comentário 😉

Minha Paixão: Nuvens!

Ah, nuvens, nuvens…sou apaixonadas por elas. São tantas formas e tamanhos diferentes!

Minha paixão por elas começou quando ainda era pequena. Eu jurava que as nuvens eram um trabalho das fadinhas, que saiam derrubando algodão doce no trajeto para casa 🙂

Em São Paulo, com tanta poluição, sempre achei muito difícil poder admirá-las da maneira como é possível aqui em NY. Meu marido diz que eu só gosto de tirar fotos de nuvens. Pode até ser verdade, mas é que, na minha opinião, elas embelezam ainda mais a beleza da cidade.

Na sexta-feira passada, fui visitar a Columbia University e o céu estava espetacular. Voltamos andando pelo Central Park e não resisti: sai tirando foto do céu 🙂

Segue abaixo o resultado do que eu encontrei pelo caminho do Central Park (lá do final dele). Todas as fotos estão sem filtro nenhum e foram tiradas do iphone:

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E aí, você também é louco por nuvens como eu? Deixe aqui seu comentário 🙂