Oficialmente, em 2013 foi o primeiro ano de Halloween do Lukinha. Digo isso porque foi o primeiro ano no qual eu realmente coloquei uma fantasia decente nele e ele pode sair pedindo doces pela rua 😉 Ele ainda tinha apenas 2 anos, mas posso garantir que se divertiu bastante como vocês poderão ver pelas fotos 😉
Optamos por uma fantasia de bombeiro para o Lukinha. Na verdade, essa fantasia foi comprada ANTES dele nascer, porque eu vi na loja e achei linda. Ficou linda nele, não ficou?!
Decidimos levar o Lukinha para pedir doces e depois fomos para a parada do Halloween que acontece todos os anos no Village.
Primeiro, passamos no corpo de bombeiros (que fica aqui perto de casa) para o Lukinha dar um alô para os companheiros 😉 De lá, fomos direto para a parada. Fomos junto do casal que estava hospedado aqui em casa.
Lukinha ficou com um pouco de medo no começo, mas depois se divertiu. Ele fez um super sucesso e até saiu no jornal do bairro por causa da fantasia dele.
Segue algumas fotos tiradas no Halloween do ano passado!
Depois de mais de três meses sem postar nada do Lukinha, voltamos com algo muito especial para ele: o HALLOWEEN!!!
Quem conhece o Lukinha pessoalmente, sabe que nos últimos tempos quase tudo o que ele fala é sobre o Halloween. Por isso, um dia decidi andar com ele pela vizinhança para que ele pudesse tirar as fotos dele dos enfeites dos vizinhos. SIM, reencontramos o celular dele que estava perdido pela casa 🙂
A menos que eu cite que a foto foi tirada por mim, todas as fotos desse post foram tiradas pelo Lukinha. Algumas não ficaram muito focadas, mas ainda sim eu decidi postá-las 😉
Sei que o Lukinha já tem alguns fãs (pois é, recebi algumas mensagens de pessoas falando que estavam com saudades dos posts de fotos dele…rs) e esse vai especial para eles ❤
Lukinha também gosta de tirar foto das figurinhas do outono
Lukinha adora abóboras
Lukinha descobriu que nessa janela tinha uns adesivos de abóbora 🙂
Esse é o quintal que ele mais tem medo aqui na vizinhança
Esse é o making of da foto acima – ele realmente leva tudo isso muito a sério (fica super concentrado)
Esse enfeite fica na porta ao lado do nosso apartamento – a primeira foto é minha e a segunda é dele 😉
Lukinha adorou tirar essas fotos e devemos fazer um segundo post dele sobre esse assunto. Aguardem a parte 2!
Quem gostou pode curtir o post e deixar um recadinho para ele 😉
Nunca imaginei que este dia chegaria, mas ele chegou 🙂
Sou apaixonada pelo filme LABIRINTO desde 87 e, assisti pela primeira vez no cinema no domingo passado (1 de outubro) depois de ter assistido pelo menos umas 100 vezes em VHS e DVD. O filme conta a história da Sarah, uma adolescente que vive com o pai, a madrasta e o irmão pequeno. Numa noite, o pai sai com a madrasta e pede a ela para cuidar do irmão pequeno (Toby). A criança começa a chorar e ela, que parece que vive em um conto de fadas, decide falar as palavras mágicas que levariam o irmãozinho para longe dali. Ela fala e o menino simplesmente desaparece 😦 O restante do filme é a saga dela tentando trazer o irmão de volta são e salvo. O filme foi dirigido pelo Jim Henson e contou com o ator e cantor David Bowie (responsável por toda a trilha sonora do filme: escreveu e interpretou) e Jennifer Connelly como os atores principais.
O Museum of the Moving Image (que fica aqui no meu bairro) estava exibindo o filme no domingo passado, mas com um quê a mais: o museu receberia dois profissionais que participaram do filme: Brian and Wendy Froud, responsáveis pelos puppets e figurino do filme, que responderiam algumas perguntas da platéia e, depois autografariam um livro que eles estavam lançando sobre Fairies ❤
Só haviam duas crianças na platéia: Lukinha e uma menininha de uns 3 aninhos. Lukinha adoooora esse filme e, quando ele ouviu a música introdutória, começou a dançar na cadeira (sentadinho e comportado 🙂 ).
Cadeiras posicionadas para o momento de conversa com os convidados
Foi interessante saber que, pelo menos umas 20 pessoas que estavam no auditório estariam assistindo o filme pela primeira vez 🙂 Devo confessar que o filme começou e meus olhos começaram a se encher de água. Estar ali assistindo um filme que marcou a minha infância, com convidados especiais e ao lado do meu filho foi muita emoção para um coração só ❤ ❤ ❤
O filme terminou e, logo em seguida, a rodada de perguntas começou. Acabei não tirando foto porque não vi ninguém fazendo isso e fiquei meio sem graça de fazer. CLARO que algumas das perguntas foram sobre o David Bowie e, ouvi algumas pessoas comentando que foram na esperança de vê-lo na platéia, o que NÃO aconteceu 😦
O Brian Froud (foto abaixo) foi o profissional responsável pela criação dos puppets e pelo figurino. Ele começa contando como foi que surgiu a idéia do filme e de como foi a criação dos puppets criados especialmente para o filme.
O Toby, bebezinho do filme, é o filho do casal 🙂 Para quem não lembra daquele bebezinho lindo, tirei essa foto do filme que está aqui passando enquanto eu escrevo o post e, está servindo para deixar o Lukinha quieto!
A Wendy Froud (esposa do Brian e mãe do Toby) é super simpática e estava com um “figurino” bem interessante: ela colocou alguma coisa em alguns fios do cabelo e que ficavam brilhando cada vez que ela mexia a cabeça. Parecia uma personagem dos filmes que eles trabalham. Ela é conhecida não apenas por esse filme, mas principalmente pela criação do personagem Yoda (maior orgulho dela). Ela contou alguns detalhes do filme e de como foi difícil ajudar com o Toby (que, segundo ela, chegou a fazer xixi no David Bowie e começou a andar durante as gravações). Segundo ela, o Toby já teve um Toby 🙂
Já nas perguntas finais, alguém da platéia citou a sequência do filme Labirinto (que essa semana foi noticiado como sendo algo já certo) e tanto o Brian como a Wendy falaram que não estão sabendo de nada e que deveria ser especulação. Fiquei um pouco na dúvida se eles estavam falando ou não a verdade. O negócio agora é esperar para ver se sai algo mais concreto na mídia.
A sessão de perguntas não foi muito longa e logo eles se dirigiram para o espaço no qual eles estariam autografando o livro deles. A fila não estava tão longa, mas como eles paravam para tirar foto e responder algumas perguntas, parece que foi uma eternidade.
Os dois são muito simpáticos e, quando chegou a nossa vez, a Wendy ficou conversando com o Lukinha. Contei que eu era louca pelo filme e que o Lukinha também era. Lukinha confirmou e disse que também gostava do Michael Jackson…rs
Pedi para que autografassem em nome do Lukinha (Max) e assim foi. Por fim, pedi para tirar uma foto com eles.
Eu falei para a Wendy que o Lukinha sempre pergunta onde estava a mamãe do Toby e ela começou a contar para ele que o Toby era filho dos dois e que ela era a mamãe dele. Lukinha olhou pra ela e disse: “Owwwww, ok!”. Agora ele já fala que a Wendy é a mamãe do Toby ❤
Eu só não falei mais porque eu estava MUITO emocionada nesse momento. Eu fiquei gelada e, por alguns instantes, parecia que eu estava em 1987 e DENTRO do filme. Eu sei que isso parece doideira, mas quem é fã do filme vai entender o que eu estou falando 😉
Foi uma tarde ótima e espero que outras assim aconteçam com mais frequência em nossa vida 🙂
Para quem não conhece o filme, segue o link do trailer:
Essa é a música-tema do filme (uma das minhas músicas favoritas):
Eu acho que eu esqueci de comentar, mas o David Bowie e a Jennifer Connely moram em NY ❤ Segue a foto da Jennifer para, caso vocês se esbarrem na rua, você possa reconhecê-la 😉
Eu não sei de vocês, mas eu AMO coisinhas de papelaria. Vez ou outra eu levo meus clientes para comprar coisinhas nas papelarias daqui e, alguns (principalmente ALGUMAS 😉 ) clientes ficam maravilhados com esses suportes para post-it. Eu sei que, em algumas cidades do Brasil eles já se encontram disponíveis, mas para algumas pessoas eles ainda são uma novidade 🙂
Eles são facilmente encontrados nas papelarias e livrarias em NY (e acredito que em todo o país).
Selecionei alguns que achei os mais fofos: ❤
Essas bolsas são um charme e, disparado, são as preferidas das minhas clientes:
Esse coraçãozinho é muito bonitinho ❤
As clientes que possuem gatos nunca deixam esse produto para trás 😉
Esse diamante é uma gracinha!
E para o público MASCULINO, aqui vão os meus dois preferidos:
Esse daqui eu já vendi para mulher também 😉
Esse faz bastante sucesso entre os homens
O melhor é que uma vez que o post-it acabe, você pode ir colocando cores diferentes, de acordo com o seu humor 🙂
E você? Já viu e/ou comprou alguma destas belezinhas?
Eu não sei de vocês, mas eu AMO o Natal! Acho que é um dos feriados mais bacanas para mim. Agora que temos o Lukinha, mais um motivo para celebrarmos. Ainda nem passamos pelo Halloween (que aqui nos EUA é muito bem comemorado) e nem pelo Thanksgiving, mas os enfeites de Natal já estão disponíveis para venda.
Esta semana eu fui a Macy’s para comprar malas com meus clientes e no mesmo andar onde as malas são vendidas eu encontrei um MUNDO de coisas natalinas. Fiquei maravilhada!!! Não sabia para onde olhar e parecia uma criança 🙂 Colocaram várias opções de árvores e enfeites. As árvores ENOOOORMES e lindas ❤
Como fomos pela manhã e no meio da semana, ainda conseguimos olhar com calma e nem pegamos fila para pagar 😉
Segue aqui um pouquinho do que eu encontrei por lá:
Essa semana eu já vou levar o Lukinha lá para aproveitar e comprar o enfeite dele da árvore desse ano (todo ano, ele escolhe o enfeite que representa ele na árvore).
Até para aqueles que não são tão apaixondos pelo Natal, vale a pena a visita 😉
Essa galeria fica na Macy’s da Herald Square (34th street), no NONO andar.
E você, já visitou esse lugar? Deixe aqui seu comentário 🙂
Ameaça terrorista é algo com a qual convivemos praticamente todos os dias desde 2001. Contudo, parece que agora as ameaças estão mais sérias e há muitos policiais nas estações do metrô checando bolsas e mochilas. A polícia já conseguiu pegar e prender pessoas que tinham planos de ataques a Times Square, por exemplo.
Eu acho que realmente o negócio está sério, pois ontem estavam checando até aqui na estação próxima a minha casa. Eu NUNCA vi nada assim NESSA estação.
Pelo que eu li e assisti na mídia local, estão ameaçando com bombas os metrôs de NY e Paris.
Aqui vão alguns conselhos para quem está em NY ou chegará dentro dos próximos dias:
Tenha sempre seus documentos em mãos (passaporte): sei que tem gente que aconselha o turista a andar com cópia de documento, mas já conversei com alguns policiais e eles dizem que o melhor é sempre portar um documento original e, SIM, já teve gente que precisou que um familiar fosse buscar o passaporte no hotel para ser liberado. Isso vai depender do policial que abordará o turista. Além do mais, dependendo da loja no qual comprará eles podem pedir o ID (no caso, o seu será seu passaporte) e também já vi loja não aceitar a cópia.
Esteja atento(a) a qualquer movimentação estranha (isso tanto na rua quanto no metrô). Aqui em NY tem muita gente doida na rua e no metrô, CONTUDO, dá para diferenciar o que é um comportamento perturbado de um comportamento suspeito.
Não deixe bolsa/mochila no chão e não se afaste dela em momento algum. Caso veja alguma mochila/bolsa “perdida” pela rua, chame um policial ou ligue para o número 1-888-NYC-SAFE (1-888-692-7233)
Muita gente não sabe, mas NY conta com muitos policiais a paisana (disfarçados), inclusive disfarçados de mendigos e taxistas e principalmente nos principais pontos turísticos da cidade.
Para quem fica hospedado na cidade (Manhattan), principalmente em hotéis que estão localizados nos principais pontos turísticos, uma dica: deixe sempre suas coisas arrumadas, documentos organizados (fáceis de pegar) e durma com uma roupa com o qual você possa sair correndo caso o hotel seja evacuado. Evacuar hotéis aqui não é algo raro e, por isso, não custa estar preparado para a situação 😉
Mesmo com todas essas ameaças, ainda me sinto mais segura AQUI do que no Brasil 🙂
Geralmente, ela não é feita por pessoas que estão em busca de saber se esta ou aquela é a melhor época do ano para comprar passagem: são pessoas que querem obter esta informação para decidir o que colocar na mala 🙂 Minha resposta costuma ser: espere quando estiver faltando uma semana para a sua viagem para me perguntar novamente. Sempre respondo isso, porque o clima em NY anda muito doido e, em uma semana onde a pessoa deveria pegar calor, por exemplo, ela pode ter dias com bastante chuva e uma friaca que requeira roupa de manga comprida ou mesmo um casaquinho.
Para facilitar a minha vida e a de vocês 😉 decidi escrever um pouquinho sobre essas estações do ano (que aqui são muito mais demarcadas do que no Brasil) e, assim, ninguém passará perrengue enquanto estiver visitando a cidade que, diga-se de passagem, é linda nas QUATRO estações ❤ .
PRIMAVERA (março, abril e maio): ah, a estação que, para uns é o paraiso e, para mim, é um tormento 😦 Isso porque, para aquelas pessoas alérgicas como eu, essa é a época onde o nível de pólen está alto e, um simples passeio no parque pode virar um pesadelo. Me lembro de ter levado meu filho no Astoria Park logo no começo da primavera e, já na saída do parque, comecei a espirrar e, no fim do dia, mal conseguia respirar. Tenho percebido que cada ano essa história de alergia vem piorando. Para quem chega na cidade nessa época e é alérgico, sugiro trazer o remédio que já está acostumado ou comprar o ALLEGRA na farmácia (não precisa de prescrição médica, não dá sono e é facilmente encontrado nas farmácias). O jardim botânico é um excelente passeio nessa estação assim como o Central Park. Abril é um mês predominantemente chuvoso.
VERÃO (junho, julho e agosto): verão é tempo de clima quente, calor insuportável (sim, sofro muito no verão e é a época que eu menos gosto). A parte boa é que demora mais tempo para escurecer e a pior é que os dias costumam ser MUITO úmidos, o que faz com que sintamos mais calor. Essa é a estação preferida da grande maioria dos nativos e, eles aproveitam muito as atrações oferecidas pela cidade. Há muita coisa gratuita que é financiada pela prefeitura, como festivais de verão e filmes nos parques.
OUTONO(setembro, outubro e novembro): Já começa a esfriar. Na opinião do meu marido, é um dos melhores meses para conhecer a cidade. Estamos em setembro e tenho sentido os dias mais quentes do que estavam no verão (aliás, este verão foi considerado um dos mais frios das últimas décadas. Para mim, foi o melhor que eu já passei aqui). Eu acho lindo passear pelo Central Park e ver aquelas árvores com as folhas desbotando. Nessa estação, as chuvas não são comuns. Se eu viajasse para NY nessa época, a primeira coisa que colocaria na minha lista de compras seria um casaquinho 😉
INVERNO (dezembro, janeiro e fevereiro): é uma época fria e com possibilidade de neve. Também é a minha estação preferida ❤ . Contudo, já peguei vários dias com a temperatura abaixo de zero, muito sol e um céu azul lindo, daqueles que engana facilmente o marinheiro de primeira viagem. Em 2011, meus primos vieram me visitar e, um belo dia, o sol estava lindo lá fora. Meus primos olharam pela janela e disseram: FINALMENTE ESQUENTOU: colocaram só uma blusa de manga comprida e sairam para o jardim. Como dentro de casa estava quentinho, demoraram alguns segundos para sentir o frio daquele dia (estava -4). Eu só vi duas pipoquinhas voltando aos pulos e gritando que estavam com frio…rs. O vento costuma ser muito forte e já ocorreu de termos que nos agarrar em algum poste para não sermos levados. Também é uma época ÓTIMA para quebrar o guarda-chuva: é possível ver o lixo lotado deles num dia com bastante vento 😉 Nevascas costumam ser previstas com alguns dias de antecedência e a cidade realmente se prepara para isso. Caso venha visitar NY e saiba que cairá neve, não queira economizar nos sapatos: a probabilidade de cair com sapatos inadequados para estes dias é muito grande 😦 Também fique atento aos passeios no Central Park após a queda de neve: a neve acumula em árvores e já houveram várias mortes de pessoas que foram vítimas de galhos caindo na cabeça.
De acordo com o “New York City Official Visitor Guide”, segue a lista dos meses do ano e a estimativa do máximo e mínimo da temperatura, em CELSIUS (C)
Janeiro: máxima de 2 /mínima de -5
Fevereiro:máxima de 4 /mínima de -4
Março:máxima de 9 /mínima de 0
Abril:máxima de 14 /mínima de 6
Maio:máxima de 22 /mínima de 12
Junho:máxima de 25 /mínima de 17
Julho:máxima de 28 /mínima de 20
Agosto: máxima de 27 /mínima de 19
Setembro: máxima de 23 /mínima de 14
Outubro: máxima de 17 /mínima de 8
Novembro: máxima de 11 /mínima de 3
Dezembro: máxima de 6 /mínima de -2
E você, qual a sua estação preferida? Tem fotos que queira compartilhar? É só deixar aqui seu comentário 🙂
Onze de setembro de 2001. Uma terça-feira e dia de supervisão de clínica. Consigo me lembrar exatamente aonde eu estava quando ouvi pela primeira vez a notícia de que um avião havia batido em um prédio comercial em NY. Por um momento, parei para pensar onde meu pai estava. Sabe aquele gelo na espinha por pensar que você perdeu um ente querido? Pois é, isso aconteceu comigo. “Ah, ele está em férias!”, logo veio a resposta em minha mente e continuei meu trajeto até o hospital São Paulo, precisamente para o Departamento de Psiquiatria da UNIFESP. Cheguei lá e minha orientadora estava em pânico: haviam ligado a TV e estavam todos a postos em frente a ela e especulando o que havia acontecido. Foi nesse momento em que assistimos um outro avião chocando-se com a segunda torre. Foi uma gritaria e, logo em seguida, um silêncio tomou conta do ambiente. Como assim um segundo avião atingiu a torre vizinha?! Isso não pode ser apenas um acidente. Após vermos toda essa fatalidade, ninguém conseguiu conversar sobre paciente nenhum: passamos a próxima hora especulando sobre o que estaria acontecendo e quais as suas consequências para a vida de todos.
Nessa época, eu já havia começado os meus estudos em PTSD (Posttraumatic Stress Disorder), no Brasil conhecido como TEPT (Transtorno de Estresse Pós-Traumático) e a maioria dos estudos publicados tratavam de veteranos de guerra e de abuso sexual. No Brasil, o TEPT ainda era diagnóstico desconhecido de muitos profissionais de saúde. Fui para uma aula em outro departamento e, chegando lá, também me deparei com a tv ligada e as pessoas com os olhos vidrados nela. Ouvi a seguinte gracinha: “A Cris estava procurando por alguns sujeitos para a pesquisa dela e foi ela que mandou os dois aviões para lá”. Piada de mal gosto, mas todos riram.
Nessa época, eu nem imaginava que um dia viajaria para NY e, muito menos, que eu moraria aqui.
Tenho certeza que, qualquer pessoa é capaz de dizer o que estava fazendo ou como se sentiu nesse dia. Esse é o tipo de tragédia que fica guardado e não tem como apagar.
Eu não perdi ninguém em decorrência desse evento, mas vivendo em NY, não é difícil conhecer alguém que perdeu alguém (familiar, amigo, vizinho, conhecido) ou que conhece alguém que sobreviveu ao que aconteceu naquela terça. Essa é uma ferida que nunca será cicatrizada no coração dos americanos. NUNCA faça nenhuma brincadeira com isso, pois estará mexendo em um vespeiro. Muita gente veio a falecer de doenças decorrentes do 11 de setembro, principalmente de câncer de pulmão, em decorrência da poeira aspirada naquele dia.
Ao passar em frente a qualquer batalhão dos bombeiros, é possível ver um quadro com fotos dos bombeiros que morreram salvando vidas. Cada prédio desses possui a sua forma própria de homenagear.
Todo ano, no local onde as duas torres existiam, ocorre uma cerimônia para os familiares das vítimas e é feita a leitura do nome de todas as pessoas falecidas (não só nas torres, como também dos aviões da Pensilvânia e no Pentagono). Essa cerimônia é transmitida pela tv e eu sempre fico com olhos cheios de água nesse momento. Apesar dos 13 anos passados, para mim parece que foi ontem. Hoje não foi diferente 😦 😦 😦
Tenho que confessar que eu não gosto de passar por aquela região. Muitos corpos nunca foram encontrados e eu acho a atmosfera do lugar muito pesada. Já visitei o memorial, mas ainda não visitei o museu.
Há muitas teorias de conspiração para explicar o que aconteceu naquele dia e acho que nunca ao certo vão descobrir (ou poderia dizer, REVELAR).
E você, como foi a sua experiência nesse dia? Conta aqui para a gente!
Pois é! O blog e a página do VIAJANTE SEM MALA no facebook estão crescendo 🙂 Estou muito feliz com isso, pois gosto de compartilhar um pouquinho da minha vida aqui em NY e da minha experiência com produtos e serviços dessa cidade que se tornou o meu LAR.
Algumas pessoas já nos perguntaram o motivo da escolha do nome VIAJANTE SEM MALA e eu prometi que escreveria um post contando como o nome surgiu.
Vamos voltar agora para o ano de 2007, mais precisamente para o mês de julho: esse foi o mês em que eu me mudei para a India, para morar com a minha família por um tempo e ajudar minha mãe e irmã com a mudança (já que meu pai tinha que trabalhar e não tinha tempo para ajudá-las com a adaptação).
Foi muito difícil esse período no qual eu vivi lá, pois vi coisas que possivelmente como turista não teria visto e, queria compartilhar isso com os meus amigos. Ficava muito difícil escrever a mesma coisa para todos e não queria ficar num esquema de e-mail recorta-cola mensagem. Foi então que me sugeriram criar um blog no qual eu pudesse colocar as fotos de lá e escrever sobre esse período no qual eu estava passando.
A idéia do nome surgiu assim: pensei em VIAJANTE SEM MALA porque queria escrever minhas reflexões e impressões sobre o lugar (“viajar na maionese”) mas não queria que o blog ficasse com cara de “blog de viagem”. Não era essa a minha intenção. E ainda hoje não é! Por isso não me considero um blog de viagens e também não quero transformá-lo em um 😉
O blog, nesse período no qual estive na India, serviu como uma válvula de escape para aguentar aqueles penosos dias lá (sim, foi um período muito traumático para mim). Como havia uma diferença de mais de 8h para o Brasil, era sempre legal ir dormir e acordar com vários recadinhos dos amigos nos posts que eu escrevia.
Depois que me mudei para NY, o blog acabou ficando de lado e assim ficou por, pelo menos, uns 3 anos.
Quando decidi sublocar o quarto para pessoas advindas dos anúncios do facebook, fiquei usando minha página pessoal. Depois de um tempo, percebi que não estava funcionando muito bem e, para ficar mais profissional, decidi abrir um perfil no facebook e usei o nome do meu antigo blog. Depois do perfil, decidi voltar a usar o blog, pois ficava mais fácil mandar os links dos posts escritos para quem tinha interesse nos nossos serviços e/ou queria dicas que já haviam sido publicadas. Por fim, uma página no facebbok foi criada e é lá que os posts desse blog são publicados também.
Sei que esta revelação acaba com a fantasia de muita gente sobre o nome…rs. O Uka mesmo afirmou um dia que quando escuta o nome VIAJANTE SEM MALA ele imagina alguém que “viaja sem raízes e que não quer criar raízes em lugar nenhum”(sic). Bom, eu já criei raízes aqui em NY e, atualmente eu acho o nome VIAJANTE SEM MALA a cara daqui ❤ ❤ ❤
Escrever para o blog me dá muito prazer e eu gostaria de ter MAIS TEMPO para me dedicar a ele. Quem sabe eu ainda consiga, não é?!
Espero que tenham gostado e fiquem à vontade para deixar um comentário! Até a próxima, galera!
De tanto as pessoas me perguntarem se vale mesmo a pena viajar para NY no período do THANKSGIVING (para pegar o Black Friday), decidi contar um pouquinho a minha experiência com a data. Aí, vocês podem tirar a conclusão de vocês 😉 Vale ressaltar que esta minha experiência é de NOVA YORK.
Meu primeiro ano de Black Friday foi em 2007. Ainda estava CRUA no assunto e decidi me aventurar nas compras. Na época, fui com um amigo que tinha carro e, por isso, achei que seria tudo mais fácil, já que o meu objetivo era comprar uma tv de 42″. Quem já participou deste tipo de evento, sabe que as lojas colocam alguns preços bem mais baixos e que também disponibilizam POUCOS PRODUTOS. Logo na fila, já vi gente fazendo as contas do número de pessoas e o que elas planejavam comprar. Um dos homens fazendo isso tinha papel e caneta e estava anotando para ver se valia a pena ou não passar frio para comprar o produto desejado. Esse em questão queria comprar um laptop da Sony e, pela contagem dele, não ia dar 😦 Já perto do horário de abertura da loja, começamos a receber uma senha dos funcionários, a fim de tentar conter os fura-filas (mal sabiam eles que os próprios clientes também já haviam feito isso…rs).
Na hora em que a porta abriu, foi correria, gente caindo e, confesso que fiquei com medo. Vi gente se jogando em cima dos produtos e gente brigando para ver quem ia levar a última peça. Achei muita muvuca e acabei voltando sem a minha TV.
Depois de um ano morando aqui e acompanhando os preços, comecei a ver que, PARA MIM, não valia a pena enfrentar frio e fila para fazer compras. Quem realmente quer comprar coisas grandes acaba ACAMPANDO em frente a loja para garantir o produto: costumam levar a família e já vi até gente fazendo mapas, pois sabiam aonde os produtos estavam. O negócio é organizado 😉 🙂
Eu tenho a minha listinha de produtos que eu quero comprar e passo o ano pesquisando. Como aqui as coisas não mudam muito de preço isso facilita a nossa vida. Também tenho a vantagem de estar sempre visitando lojas com as clientes e, por isso, tenho uma média de valores e é por eles que me guio.
Como eu faço as minhas compras no THANKSGIVING/Black Friday: basicamente ONLINE e, se possível, com store pick up. Ano passado, fui até a Toys R Us (aqui do meu bairro) comprar algo para o meu filho, mas eu sabia que os melhores produtos iam estar indisponíveis (pude comprovar isso). Eu deixei para ir no sábado, pois a promoção que eu queria estava nesse dia. Muitas lojas estão dividindo as promoções por dias, assim eles conseguem agarrar um número maior de consumidores.
No ano passado (2013), a Macy’s, pela primeira vez em sua existência, abriu as suas portas para o Thanksgiving/Black Friday. Eles abriram a loja ainda no Thanksgiving, as 20h. Estranho, né? Eles são os responsáveis pela parada do Thanksgiving na cidade e não abriam a loja.
A cada ano, as lojas abrem as suas portas mais cedo e também, fazem mais publicidade sobre a data.
O Cyber Monday (que muita gente não conhece) é a segunda-feira de compras online. No ano passado, também aproveitei para comprar nessas promoções (que são um pouco mais “tímidas” do que as do Black Friday, mas ainda sim valem a pena).
Para tentar responder a pergunta inicial que era se valia a pena ou não, segue a minha resposta: para mim, não vale a pena enfrentar fila e, SIM, dependendo do produto, vale a pena esperar para comprar (ONLINE) nessa época. O importante é ir acompanhando os preços no decorrer do ano para, quando chegar esse período, decidir se vale ou não a pena a compra. Caso a pessoa se arrependa, vi algumas lojas que tinham essa política de NÃO DEVOLVER determinados produtos (principalmente aqueles mais baratos). Fique de olho nesta política de devolução nessa época do ano porque ela muda e ela pode ser específica para certos produtos sendo vendidos.
Ah, vale apontar outra coisa: comprei coisas online e coloquei para store pick up, mas recebi o produto depois de 10 dias, pois eles estavam indisponíveis na loja (apesar do site dizer que havia no estoque). Como eu não estava com pressa, para mim não teve problema.
Para quem vem para a cidade LOGO APÓS o Black Friday, talvez seja possível também aproveitar esse período e colocar o produto para store pick up para depois só ir buscar. A Best Buy costuma dar um período maior de tempo de busca. A Toys R Us acho que dá apenas 3 dias (o que eu considero pouco 😉 ).
E você, qual foi a sua experiência aqui em NY nesse período do ano? Conta aqui para a gente 🙂