Você Pergunta e a Viajante Sem Mala Responde – setembro 2015 (2)

IMG_5451

 

Olá Pessoal!

Hoje seguimos com mais algumas perguntas feitas por pessoas que seguem a gente pelo facebook (www.facebook.com/viajantesemmala) e pelo INSTAGRAM (@viajantesemmala). As perguntas são reproduzidas exatamente como foram enviadas para nós.

 

1) Muitas pessoas que viajam começam estudando ESL e depois toram-se nannies ou trabalham como water e cleanner. Como foi sua tragetoria in nyc Cristina pode me contar também ?

RESPOSTA: Hoje em dia, as pessoas chegam a NY de várias formas: vem como au pair, vem para estudar (curso de inglês ou universidade), vem para passear e acaba ficando, etc. No meu caso, vim passear em 2004, arranjei um namoradinho aqui e fiquei vindo até 2005. Ainda vim para passear no final de 2006 para 2007 e, finalmente, acabei me mudando de vez em outubro de 2007. Vim com o visto F-1 (de estudante) e fiquei fazendo aulas de inglês por 2 anos. Meu objetivo era entrar na universidade, mas 2008 foi a época da crise e precisei mudar meus planos ($$$$). Me casei no início de 2009 e no final do mesmo ano, eu mudei meu visto para o O-3 (dependente do visto O-1, que é o visto do Uka). E vivo com ele até então. Nunca fiquei ilegal. Já tive os vistos B1/B2, F-1 e O-3 🙂

 

2) Estudar inglês em cursos em São Paulo é perder dinheiro ?

RESPOSTA: Eu acredito que nenhum dinheiro que é aplicado em estudos é um dinheiro perdido. Muito pelo contrário: investir em educação é um dos melhores investimentos que um ser humano pode fazer. Eu sempre achei que, caso a pessoa não esteja com dinheiro “sobrando”, talvez aproveitasse mais um curso de inglês fora do país se já tivesse pelo menos o básico do idioma. Mesmo tendo terminado meu curso do Yázigi, em um nível avançado, cheguei aqui no último módulo do curso que a escola oferecia e aprendi bastante, fiquei mais relaxada para falar e fiz novas amizades com pessoas do mundo todo. Cresci no Brasil ouvindo as pessoas dizerem que NY seria o pior lugar para aprender inglês, já que a cidade é repleta de brasileiros e eu iria ouvir muito português pelas ruas. Eu já acho que para treinar o listening, NY é a melhor cidade do mundo: tem gente de tudo quanto é canto do mundo e vários sotaques. Eu tinha amigos brasileiros (poucos, é verdade) e conversava com eles em inglês. Tudo depende da postura do aluno em relação aos seus estudos e seus objetivos. Para resumir: não deixe de estudar inglês, assista filmes com a legenda EM INGLÊS e treine o idioma o máximo que possa. Venha para os EUA depois de estudar os principais tempos verbais e de adquirir um mínimo de conhecimento. Isso otimizará seu aprendizado no estrangeiro 😉

 

3) Após seus 10 anos de NY vc diria que é fluente Cris ?

RESPOSTA: Vou começar esta resposta com o próprio significado da palavra fluência. Fluência significa fluidez. Em um sentido mais figurado, a palavra está relacionada ao significado de espontâneo. Portanto, pensando na questão da fluidez do idioma inglês, eu diria que sou fluente sim. Ser fluente é você conseguir se expressar com clareza e ser entendido(a) pela outra pessoa. Isso não tem nada a ver com SOTAQUE e nem com saber TUDO em inglês. Você sabe todas as palavras em português? Todo dia eu aprendo uma palavra nova e estou sempre tentando incorporá-las ao meu repertório verbal. Quanto mais você se expressa e treina o seu ouvido, mais fácil virá a fluência (e isso em qualquer idioma, não apenas no inglês).

 

4) sei que a concorrência é enorme mas sonho/quero em ensinar Arte fora do Brazil. Ou visa temporário de trabalho. ..é possível ?

RESPOSTA: Para poder trabalhar legalmente nos EUA é preciso de um visto de trabalho. Será através do visto de trabalho que você receberá o seu green card (residência permanente nos EUA). Atualmente existem algumas opções:

  • Visto O-1: visto para habilidades extraordinárias. Já fiz um post sobre ele aqui no blog. Acredito que esse seja o visto mais apropriado para o seu caso.
  • Visto H1-B: nesse caso, uma escola pode ser o sponsor (a instituição assinará os papéis confirmando que estará te dando um emprego e que se responsabilizará por você aqui). Isso não é muito fácil de conseguir na área de artes, mas vale a pena tentar.

 

Espero que tenham gostado! Mandem suas perguntas para viajantesemmala@gmail.com que a gente responde aqui 😉

 

Vejo vocês no próximo post! Byeeeeeee

Dica de curso de inglês

Com muita frequência, as pessoas me pedem referências de escolas de inglês aqui em NY.

Só posso falar daquelas onde eu estudei. De todas, esta foi a que mais gostei pelo quesito custo-benefício. 

O nome da escola é ALCC (www.learnenglish.com) e a sede na qual estudei fica na 36 street, em Manhattan, bem pertinho da Macy’s. Já ouvi falar que a sede que fica no QUEENS não é tão boa quanto a de Manhattan. 

Para me inscrever na escola, peguei todas as informações online (pelo site deles) e mandei todos os documentos requisitados. Na época da inscrição, mandei todos os documentos da India (país onde eu morava) e não tive nenhum problema. 

Também não tive problemas para conseguir o meu visto de estudante (F-1). Consegui 4 anos de visto (que é o máximo que a imigração dá neste tipo de visto). É possível renová-lo após o vencimento.

Portadores do visto F-1 são obrigados a estudar um mínimo de 18 horas por semana. Meus horários eram pela manhã e 2 aulas a tarde, em 2 dias da semana.

No meu primeiro dia de aula, fiz uma prova de nível para saber onde eu deveria ser alocada. Como eu havia me inscrito nas aulas de WRITING, além da entrevista com um professor, eu também tive que escrever uma redação. DICA: na hora da entrevista, responda todas as questões na forma LONGA (como dizia minha professora no Brasil). Por exemplo: caso o professor pergunte: DO YOU LIKE BANANAS, não responda YES e pronto. Diga: Yes, I like bananas. Isso ajudará na hora do professor escolher em qual nível ele colocará o aluno.

Tive excelentes professores e percebi que melhorei muito o meu inglês, não só pela competência dos professores, mas também pelo meu esforço em aprender. Tinha terminado um curso de inglês no Yázigi e, por isso, entrei no último nível do curso aqui em NY.

Todo aluno está ligado a um counselor, que é a pessoa responsável por você na escola. A minha counselor se chamava MÔNICA e ela falava português. Todo problema que eu tinha relacionado a escola: pagamento, material, troca de professor, pedido de férias, problema com o visto, etc, era com ela que eu tinha que falar. Ela não é brasileira, mas o português dela era bom e ela sempre foi muito gentil comigo. 

Como toda escola, esta também tinha professores ruins. Quem quiser a lista, me manda mensagem privada que eu passo a lista…rs

Não ganho nada da escola pela divulgação, mas sempre que posso, faço propaganda porque GOSTO da escola e, dentre várias escolas que eu já ouvi falar, esta é ótima!