Dicas para se dar bem na prova do TOEFL

Quem vem acompanhando o nosso blog e a nossa página no facebook (https://www.facebook.com/viajantesemmala) sabe que eu (Cris) estou numa loucura total as voltas com as inscrições para o doutorado em Psicologia, que acontece apenas UMA VEZ por ano e que só começará em setembro do próximo ano. Isso significa que, caso eu não passe esse ano, só poderei tentar novamente em dezembro de 2015 para começar em setembro de 2016. Rezem por mim para que eu entre nessa turma de agora 😉

Um dos pré-requisitos para a inscrição é a prova do TOEFL (para os alunos estrangeiros que não fizeram faculdade ou pós-graduação aqui). Esse é o meu caso e, por isso, fui obrigada a fazer a prova.

Essa foi a SEGUNDA vez que eu fiz a tal prova (a primeira foi em 2008). Fui obrigada a refazê-la, pois os resultados só valem pelo período de 2 anos. Acho isso meio absurdo, mas enfim, não há o que fazer sobre isso.

Dessa vez, não tive muito tempo para estudar…aliás, praticamente não abri o livro. Na minha opinião, o mais importante para a prova é você entender como ela funciona e pegar todas as dicas possíveis de quem já fez. Como eu já tinha feito e as regras ainda estavam fresquinhas na minha mente, acho que isso ajudou.

 A prova tem duração de 4 horas: na primeira parte da prova, você fará o reading e o listening. Depois de concluído estes dois itens, você tem 10 minutos de intervalo para fazer o que quiser. Geralmente as pessoas usam esses minutinhos para ir ao banheiro e/ou comer 😉 Na segunda parte, você fará o speaking e, por fim, o writing.

Sempre tenha em mente uma questão: o seu inglês será comparado com o de outras pessoas que não são nativas, ou seja, seu desempenho não será comparado com o inglês de um americano. Só essa informação já me deixou mais tranquila…rs

O mais importante (na minha opinião) é ficar de olho no relógio que fica na tela. Como você é proibido de entrar com relógio para fazer a prova, esse relógio que fica na tela será o seu guia para que possa terminar todas as sessões no tempo certo.

Nessa última prova que eu fiz, sei que o meu desempenho no reading não foi tão bom quanto foi na minha prova de 2008. Tenho tido uma certa dificuldade em prestar atenção em textos chatos e, infelizmente, na minha prova eles foram a maioria. Sei que desta vez fui mais rápida no speaking e no listening comparada a outra prova. O resultado sai esta semana e depois eu conto para vocês o que deu 😉

Este foi o livro principal que usei para estudar para a prova:

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Também usei um livro específico para melhorar o vocabulário. Aproveitei as palavras contidas nele para estudar também para a prova do GRE (essa é a outra prova – a mais temida) e que realizarei na quinta-feira.

Para quem pensa em fazer a prova de TOEFL, aqui vão algumas dicas que eu aprendi em um curso que fiz aqui em NY:

* Compre um bom livro do TOEFL com CD: o CD é muito importante para os exercícios de listening. Não fique economizando quanto a isso, pois essa pode fazer a diferença no seu resultado.

* Faça anotações no próprio livro (para não esquecer):  se não quiser riscar o livro, faça anotação a lápis ou coloque post-it. O importante é que as suas idéias/dúvidas fiquem ali armazenadas.

* Separe pelo menos 2 horas por dia para estudar: disciplina é tudo nessa vida e, um bom ritmo de estudo garantirá bons resultados.

* Assista filmes com legenda em INGLÊS ou sem legenda: não dá para ficar “traduzindo” na hora da prova. É preciso que o inglês seja incorporado e que a forma de pensar seja no idioma.

* Leia em inglês e procure no dicionário as palavras que não sabe (se possível, num dicionário inglês-inglês)

* Controle o tempo das suas respostas na sessão SPEAKING. Você não pode deixar muito tempo sobrando (não deixe mais de 3 segundos) e nem deixe a gravação cortar a sua resposta: essa, na minha opinião, é uma das melhores dicas que se aprende na aula 😉

* Evite falar muito devagar e tente ser o mais claro possível. Não se preocupe com o seu sotaque: lembre-se que muita gente que mora aqui nos EUA fala com sotaque.

* Na interpretação de texto, utilize apenas as informações que estão nele: mesmo que você saiba sobre o conteúdo (mais do que está dizendo ali), a resposta para a pergunta está baseada no texto. A resposta tem que estar ali 😉

Para se inscrever para a prova do TOEFL, é preciso acessar a página deles: http://www.ets.org/toefl

Ao marcar a prova, é preciso colocar para onde quer que os resultados sejam enviados. É oferecido 4 envios gratuitos e, depois desse número, eles cobram por unidade. O resultado fica disponível no site após dias da data da prova. Também recebemos um report via correio.

Quem tiver mais dúvidas e/ou quiser compartilhar sua experiência sobre a prova, por favor, deixe mensagem nesse post que todos os comentários serão devidamente respondidos.

Até a próxima 😉

Intercâmbio nos EUA: fazer ou não fazer?!

Esta semana recebemos 3 mensagens de pessoas interessadas em informações sobre intercâmbios. Eu vim para NY como estudante, mas não sei ao certo se eu classifico isso como intercâmbio ou não 🙂

Há um tempo atrás, pedi para uma amiga (Ana Sasso) escrever sobre a experiência dela de intercâmbio aqui nos EUA. O post ficou bem bacana e espero que seja de grande valia para quem está pensando em fazer o mesmo que ela fez. Elaborei algumas perguntas e ela gentilmente respondeu a todas. O texto segue na íntegra!

Como foi a decisão de vir estudar nos EUA? Qual foi o seu planejamento? / Você foi estudar aonde queria inicialmente ou decidiu mudar de região por algum motivo (por exemplo, clima)?

Sempre quis fazer intercâmbio mas, pra falar a verdade, minha vontade inicial era a de realizar trabalho voluntário com animais selvagens na África do Sul. Sou fascinada pela cultura, pelo país e um dos meus sonhos é ter contato com elefantes (rs). Como tinha acabado de terminar a faculdade de jornalismo, meu pai sugeriu que eu procurasse algo mais “universitário” e ligado a minha área de atuação, então acabei escolhendo estudar Marketing na Universidade da California, em Irvine. Sobre planejamento, acredito muito em destino e na sincronicidade – as coisas acontecem na hora que tem que acontecer. Tenho um filho de 7 anos e, por questões emocionais, foi difícil tomar a decisão de ir e seguir em frente com ela. Mas quando dei o primeiro passo, me joguei sem olhar pra trás. Por isso, quando decidi o que queria, tinha só três meses para estudar/fazer o TOEFL e conseguir toda a papelada para enviar para a UCI. Sabia que não ia ser fácil, mas corri muito e tudo acabou dando certo, sem imprevistos.

 

Primeiro dia de aula: na escadaria da faculdade

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– Como foi a adaptação?

De início, o mais difícil pra mim foi a convivência. Eu, que sou filha única e nunca dividi nem o quarto, fui morar com mais três meninas, uma de cada canto do mundo. Morava com uma coreana, uma francesa e uma japonesa e o choque de cultura foi bem grande, pra todas nós. Enquanto a francesa e a coreana eram mais easy going, a japonesa era mais fechada e etiquetava com nome até a comida e os acessórios de cozinha dela, rs. Além disso, ela e a coreana tinham algumas manias chatas, tipo jogar lixo no chão ou deixar a louça por dias na pia… No começo foi bem difícil “acostumar” com isso. Mas com muita conversa as coisas foram melhorando.

 

A varanda do nosso apartamento, a bagunça das meninas e uma das etiquetas da japa 🙂

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– Quais os pontos negativos e positivos do lugar escolhido?

Só vejo um ponto negativo: o transporte público demora muuuuito. O ônibus só passa de hora em hora então, sem carro, levava muito tempo para ir pra qualquer lugar. De Irvine pra Newport, que ficava só a 10 km de casa, a gente levava 3 ônibus e 2h! Hahaha.

Pontos positivos: As pessoas são muito educadas, conversam com você na rua, nas lojas… E sempre se mostram interessadas pelo Brasil. A cidade é muito segura, tanto que nem iluminação algumas ruas tem. E essa sensação de andar pela rua “segura”, não há o que pague!

 

– O curso valeu a pena? Por que?

Muito! Eu fiz o ACP de Marketing, na UCI, como falei. Desde criança, sempre quis ser jornalista e achava que era só isso que eu sabia fazer na vida. O curso abriu meus olhos para outras possibilidades que nunca havia imaginado. Tanto que, voltando para o Brasil, decidi cursar pós graduação em Branding, algo que me apaixonei no EUA e nunca imaginei estudar. Além disso, estudar em uma universidade fora do Brasil é completamente diferente do que imaginava: os professores estavam ali para realmente ensinar e ajudar os alunos – muitos ajudavam inclusive a procurar estágios, apresentavam alunos para outras pessoas que pudessem ajudar com seus projetos pessoais… E se dispunham até a dar aulas extras para alunos que encontravam dificuldades nas matérias.

 

– Voltando ao Brasil, no que o curso refletiu no seu currículo?
Eu acredito muito que comunicação, num geral, tem muito em comum com marketing e os dois cursos que fiz se complementam. Brinco que jornalismo é uma coisa mais romântica, enquanto o marketing coloca os pés mais no chão e lembra que é ganhar dinheiro que paga as contas, rs.

 

– Que tipo de dica/recomendação/conselho você dá para quem quer fazer a mesma coisa que você fez?

Fiz intercâmbio com 23 anos e acho que foi a idade certa pra isso. Com mais responsabilidade, pé no chão e com um objetivo final. Eu tive a ajuda dos meus pais, tanto financeiramente como emocionalmente (deixei meu filho, de 6 anos na época, com eles), o que foi fundamental pra mim. É importante ter um preparo emocional para enfrentar o que vier, sabe? Chegando lá, se faz muitos amigos, mas na hora do “vamo ver”, você se encontra sozinho e tem que aprender a lidar com isso.

– Após a experiência, você pensou na possibilidade de se mudar para os EUA? Por que?
Eu amo o Brasil e foi o EUA que me ensinou o quanto gosto do meu país, rs. No EUA, descobri que gostava de brasilidades que nem imaginava, tipo doce de leite, paçoca e feijão preto. Apesar disso, às vezes ainda penso em ir embora e o quesito segurança e educação é o que mais pesa. Claro que estamos sujeitos a tudo em todos os lugares do mundo e que os problemas do Brasil também existem fora dele. Mas eu, que nunca tinha saído do país, me senti segura pela primeira vez. Às vezes penso em me mudar, mas ainda não senti aquela vontade louca, sabe? Por enquanto, quero voltar para NY, para estudar de novo, por um período mais curto. Mas a gente nunca sabe o que pode acontecer, né? =)
Fazendo “feijoada” e caipirinha num domingo de sol
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De volta ao Brasil, o abraço do meu filho assim que cheguei
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Eu adorei o post! E vocês? Quem tiver dúvidas e quiser deixar perguntas aqui no post, a Ana terá o maior prazer em responder. E para quem quiser saber um pouquinho mais da Ana Sasso, segue o link do blog dela: http://anasasso.wordpress.com/

Até mais!